No coração verde do concelho de Viseu, Côta é uma aldeia onde…
Nasceu, em Cinfães, a Quinta da Maria, um projeto turístico com alma…
No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…
A coordenadora do BE, Mariana Mortágua, lamentou que o Governo insista em medidas para a habitação que vão dar continuidade ao “maná que tem sido o imobiliário e a especulação” em Portugal.
À entrada para os debates da tarde no Fórum Socialismo, iniciativa que decorre em Viseu e que marca a rentrée do BE, Mariana Mortágua assumiu que setembro tem de ser o mês “de todas as decisões”.
Mariana Mortágua defendeu que “o que é preciso é encontrar soluções para resolver a vida das pessoas neste momento e não há nada nas medidas que o Governo tem apresentado” o faça.
“Insistir em medidas erradas é simplesmente dizer que vai continuar o maná que tem sido o imobiliário e a especulação em Portugal. Esse maná é uma agressão à vida diária de quem trabalha e o salário não chega para pagar a renda ou não chega para pagar a prestação ao banco”, criticou.
Mariana Mortágua falava aos jornalistas no segundo dia do Fórum Socialismo, a ‘rentrée’ política do BE, que arrancou na sexta-feira à noite em Viseu e é o primeiro desde que foi eleita como líder bloquista.
A ministra da Habitação reconheceu hoje a importância de aumentar o parque habitacional público em Portugal, mas avisou que “não há uma bala de prata” para os problemas da habitação e que a solução passa por “vários instrumentos”.
“Não há uma bala de prata para os problemas da habitação, temos que encontrar vários instrumentos”, defendeu Marina Gonçalves, numa intervenção na Academia Socialista, que decorre até domingo em Évora.
Segundo Mariana Mortágua, “há especulação a mais, há turismo muito intensivo, que vai retirando casas para habitação”, e “há pessoas a serem despejadas porque os prédios foram vendidos para serem hotéis para servir a uma economia de turismo massificado”.
“Essa é a realidade de todas as pessoas que enfrentam e sabem o que é a crise da habitação. O Governo não consegue dizer às pessoas que a realidade é outra do que aquela que elas estão a sentir”, criticou.
A líder bloquista disse que as pessoas sentem “que trabalham, muitas vezes com trabalhos precários, muitas vezes com recibos verdes e, quando chegam ao final do mês, os 1.000 ou os 1.500 euros que recebem não chegam para pagar a renda, não chegam para pagar a prestação ao banco”.
“E esse é o maior problema do país e a responsabilidade que tem um partido político é de apontar soluções e é isso que nos move”, frisou.
No seu entender, as medidas apresentadas pelo Governo “são a garantia de que a crise da habitação vai continuar em Portugal” e “é preciso respostas agora”.
“Os alunos vão entrar na universidade em setembro. Quando as residências estiverem construídas em 2025/2026, já muitos deles saíram da universidade. É preciso residências estudantis agora”, considerou.
Também “as pessoas que estão à espera de ter uma casa para constituir família estão a tomar a decisão da sua vida agora” e “quem está em casa dos seus pais e quer sair de casa tem um problema agora”, sublinhou.
Mariana Mortágua falou ainda de outros problemas que marcam setembro. “Há hospitais que não têm profissionais de saúde para prestar o serviço que precisam. Há alunos que não têm professores porque não há no sistema público professores suficientes”, apontou, defendendo que a solução passa por dar condições a quem trabalha. “Não podemos continuar a exigir que o sistema educativo português seja alimentado por professores com baixos salários e que atravessam o país para dar aulas e sem condições sequer para pagar uma casa. É só quando conseguirmos dar condições a quem trabalha e a quem faz um enorme sacrifício que podemos garantir que não haja mais alunos sem professores como hoje acontece”, disse.
O Fórum Socialismo, o primeiro com Marian Mortágua como coordenadora do Bloco de Esquerda, decorre em Viseu com dezenas de debates e centenas de participantes, entre eles fundadores do Partido como Francisco Louçã ou Fernando Rosas. O encerramento acontece no domingo, dia em que a anterior coordenadora do BE, Catarina Martins, vai falar sobre Serviço Nacional de Saúde e Parcerias Público-Privadas.
A abertura, na sexta-feira à noite, foi feita com um debate onde a eurodeputada Marisa Matias, também disse que a crise da habitação é o resultado de políticas que “sempre foram mais dedicadas ao favorecimento da especulação e dos especuladores do que ao reforço do Estado social”.
O Fórum Socialismo, o primeiro com Marian Mortágua como coordenadora do Bloco de Esquerda, decorre em Viseu até este domingo com dezenas de debates e centenas de participantes.
A abertura, na sexta-feira à noite, foi feita com um debate onde a eurodeputada Marisa Matias, também disse que a crise da habitação é o resultado de políticas que “sempre foram mais dedicadas ao favorecimento da especulação e dos especuladores do que ao reforço do Estado social”.