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People wearing over-ear headphones at an outdoor listening event, with a large headset prop in the foreground.
Group of pageant contestants in evening gowns/swimwear with sashes standing on a brightly lit stage, audience seated in foreground.
Six young dancers pose with medals and a large trophy in front of a dance competition backdrop, Portugal flag visible behind them.
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Teatro Viriato: Mostra de dança com estreia nacional do espetáculo ”Hurlula”

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19.12.23
fotografia: Jornal do Centro
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19.12.23
Fotografia: Jornal do Centro
Aerial view of a sandy beach with large stone letters forming a message, promoting recycling; below, the slogan 'Começa por reciclar as desculpas' and a call to action with a URL.
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A mostra de dança New Age, New Time (NANT) no Teatro Viriato, em Viseu, vai apresentar em janeiro e em estreia nacional o concerto coreografado “Hurlula” da francesa Flora Détraz, trazendo ainda cinema e dança dirigida aos mais novos.

A programação da nova edição do NANT, que vai decorrer de 17 a 31 de janeiro, foi apresentada esta terça-feira. “Desejamos que esta 12.ª edição do NANT proporcione ao público momentos de reflexão sobre a dança e, primordialmente, sobre as diferentes do mundo, tendo sempre o corpo como elemento primordial”, disse o diretor do Teatro Viriato, Henrique Amoedo, na apresentação.

“Hurlula”, de Flora Détraz, que regressa ao NANT, é um concerto coreografado, estreado na Bienal de Dança de Lyon, em setembro, coproduzido pelo Teatro Viriato “e por alguns dos teatros mais importantes da Europa”. Depois de Viseu, segue em digressão para outros países.

Détraz apresentou parte da criação do espetáculo em 2022, em Almada, no âmbito do Festival Alkantara, outro dos coprodutores nacionais, a par de O Espaço do Tempo.

Henrique Amoedo acrescentou que “Hurlula” é, “ao mesmo tempo íntimo e visceral, mas também excessivamente expressivo, é o corpo a extravasar, a sua força de explosão transgride as normas da sociedade e quebra o silêncio”.

O espetáculo de abertura do NANT vai ser “Uma partícula mais pequena do que um grão de pó”, de Sofia Dias e Vitor Roriz, “destinado aos mais novos, o que não é muito comum no universo da dança portuguesa, mas é necessário”.

“Queremos que os mais novos também sejam ousados, que tenham diferentes experiências e que assumam os riscos da experimentação e, principalmente, que a arte seja um dos veículos para no futuro serem cidadãos mais participantes e interventivos”, defendeu.

Elizabete Francisca apresenta “A besta, as luas”, uma “representação possível da geografia de um corpo político e não submisso” onde a coreógrafa “reflete sobre a heterossexualidade como regime político, fundado através da escravização das mulheres”.

“É uma ideia que assenta no questionamento, não só da divisão e catalogação do género, como também se impõem enquanto conflito de classe. Elizabete Francisca diz-nos que é urgente reivindicar o lugar de resistência e transformar possíveis fragilidades em potências”, desvendou.

“Coexistimos”, de Inês Campos, “expressa uma crença firme de que as artes são promíscuas e gostam da companhia umas das outras” e, por isso, “é uma peça que tem dança, teatro, cinema e manipulação de objetos que tentam criar uma sucessão de ilusões”.

A criadora Cristina Planas Leitão encerra o NANT com o espetáculo “O Sistema” que “é, sobretudo, uma reflexão que parte de um sistema que não serve” as pessoas que nele vivem.

Cristina Planas Leitão também vai orientar a oficina destinada a todos os interessados em dança, “Radical Softness”, que “não é um trabalho feito na performance, mas sim conjuntamente com o público, baseado muito mais no afeto que no efeito”.

O cinema também faz parte da programação, em parceria com o Cineclube de Viseu, com a exibição de “Ema”, de Pablo Larraín, já que “é uma forma diferente de mostrar a dança, porque ela também está no cinema e continua a ser dança”.

No ‘foyer’ do Teatro Viriato vai ser inaugurada em 17 de janeiro a exposição “Desenhar no Escuro”, de Emma Andreetti e Marc Parchow, que acompanharam a edição anterior do NANT e “desenharam sempre, em todos os momentos”.

“Desenharam muitas vezes no escuro, enquanto conversavam com os artistas, durante os ensaios, durante as montagens técnicas e durante os espetáculos e o resultado vai ser agora apresentado”, até dia 26 de julho, no ‘foyer’.

No entender de Henrique Amoedo, o NANT “já conseguiu a afirmação da sua importância no cenário português da dança”, uma mostra que “tem no seu DNA a jovialidade, a ousadia, o risco e a experimentação, características que fazem com que a programação seja diversa e desafiante”.

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