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A Associação Portas P’rá Vida, em Lamego, vai construir um Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI) com capacidade para 60 pessoas com deficiência, num investimento de 1,7 milhões de euros que deverá estar pronto em dois anos.
“Esta obra é uma pretensão antiga, porque, atualmente, estamos numa vivenda antiga que, neste momento, já não oferece as condições ideias para prestar este tipo de resposta e daí a ambição de um novo centro”, disse o tesoureiro da associação.
Marco Almeida adiantou à agência Lusa que o novo edifício a construir “vai substituir esse centro onde estão 30 utentes neste momento e alargar para acolher mais 30, ou seja, terá capacidade para 60 pessoas”.
O atual imóvel pertence ao município local e foi doado “por um antigo médico da cidade, dos anos 80, um benfeitor, cirurgião, o doutor João Almeida, que não tinha herdeiros filhos e deixou parte do património à Câmara Municipal” de Lamego.
“Vamos construir num terreno nosso, na serra das Meadas, onde já temos outros edifícios e, assim, ficam os serviços de Lamego centralizados nesta área onde já temos um outro CACI, um lar residencial e residências autónomas”, acrescentou.
A construção, cuja empreitada saiu esta sexta-feira em Diário da República, tem um investimento de 1,7 milhões de euros mais IVA, sendo “financiado pouco mais de 1 ME pelo PRR [Plano de Recuperação e Resiliência] e o restante é dinheiro da associação”.
“Vamos recorrer à banca para os mais de 600 mil que são da nossa responsabilidade. Inicialmente o valor era inferior, mas a inflação quase duplicou o valor da obra”, esclareceu Marco Almeida.
O prazo da obra é de 24 meses e, depois, o edifício que a associação ocupa atualmente será “devolvido ao Município de Lamego, se assim o entender”. “Se não, a associação tem atividades para desenvolver no local”, disse Marco Almeida.
A Associação de Pais e Amigos de Cidadãos Deficientes do Agrupamento dos Concelhos do Vale do Douro-Sul Portas P’rá Vida tem 33 anos de existência e trabalha com cidadãos com mais de 18 anos.
Entre as várias respostas que a instituição dá, estão a residência e o CACI, com duas valências do género em Lamego e uma terceira em Resende, além da formação profissional, serviços de jardinagem para a comunidade e ação social.
“Temos diversos clientes, nomeadamente na jardinagem, sendo o nosso maior cliente o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, ou seja, fazemos a manutenção dos jardins das três unidades de saúde: Chaves, Vila Real e Lamego”, contou.
A associação dá ainda resposta a utentes em toda o Douro Sul, apesar de só ter espaços físicos em Lamego e Resende, mas a área de abrangência da Portas P’rá Vida “chega a mais concelhos” da região, frisou Marco Almeida.