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Obras Sociais de Viseu aderem a campanha que quer demência como prioridade pública

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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
16.01.24
fotografia: Jornal do Centro
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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
16.01.24
Fotografia: Jornal do Centro
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As Obras Sociais de Viseu aderiram à campanha da Alzheimer Europe que quer reconhecer a demência como prioridade pública a pensar nas eleições para o Parlamento Europeu que acontecem este ano.

A iniciativa quer que os políticos apoiem mais as pessoas com demência e os seus cuidadores e famílias e apela à assinatura de uma petição a reivindicar isso mesmo por toda a Europa.

O presidente das Obras Sociais de Viseu, José Carreira, diz que vê a ação como “uma excelente iniciativa e deve ser apoiada por todas as portuguesas e portugueses para que a demência seja considerada uma prioridade pública”.

“Temos muita esperança que os candidatos ao Parlamento Europeu, em representação de Portugal, assinem a petição e se envolvam para que a Europa seja uma comunidade amiga na demência. Antes das eleições europeias teremos eleições nos Açores e legislativas. É fundamental que os partidos políticos assumam, em Portugal, a demência como prioridade e que na próxima legislatura sejam dados passos firmes no apoio às pessoas com demência, aos seus cuidadores e famílias”, afirma o responsável.

A campanha da Alzheimer Europe dirige-se a todos os cidadãos da União Europeia (UE) e aos candidatos ao Parlamento Europeu. A petição “Call to Action”, disponível no site da Alzheimer Europe para quem quiser assinar, quer transmitir aos decisores políticos a ideia de que a demência é “uma questão fulcral” para a população europeia.

“Com o número de pessoas com demência que se estima vir a aumentar substancialmente, bem como com os consideráveis custos societais associados, é tempo de os decisores políticos europeus priorizarem a demência e de lhe dedicarem os recursos necessários nos domínios da saúde, da investigação, dos direitos na deficiência e dos apoios aos cuidadores informais. A nossa campanha não se destina apenas a salientar a dimensão dos desafios lançados pela Demência, mas também propor passos concretos sobre como os decisores políticos europeus podem realizar ações decisivas nos próximos anos”, disse Jean Georges, diretor executivo da Alzheimer Europe.

Segundo esta organização, a demência é a terceira causa de morte na Europa e a sétima a nível mundial e estima-se que, em 2025, 9,1 milhões de pessoas viverão com essa problemática na UE. O número deverá aumentar para os 14,3 milhões de habitantes em 2050, antevê a Alzheimer Europe.

O organismo quer que os decisores políticos europeus prestem mais atenção a esta doença e desenvolve esta campanha que se baseia em três diferentes documentos: o Manifesto de Helsínquia, que revela a situação atual da demência na Europa e apresenta diversos pedidos à Comissão Europeia, instituições e governos nacionais; a petição “Call to Action” e o Compromisso Europeu para Priorizar a Demência, para o qual os candidatos ao Parlamento Europeu são convidados a assinar.

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