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Museus para a Educação e Investigação

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 Antigo diretor da psiquiatria em Viseu Fidalgo Freitas morreu aos 78 anos
26.05.24
fotografia: Jornal do Centro
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 Antigo diretor da psiquiatria em Viseu Fidalgo Freitas morreu aos 78 anos
26.05.24
Fotografia: Jornal do Centro
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Celebrou-se no passado dia 18 o Dia Internacional dos Museus (DIM), com a realização, também em Viseu, de diversificadas iniciativas. Em cada ano, o ICOM (International Council of Museums) propõe um tema para reflexão, tendo na presente edição colocado o foco nos “Museus para a Educação e Investigação”.
Com este apontamento pessoal, pretendemos salientar a multiplicidade de funções dos museus, a par do seu papel fundamental de conservação, exposição e promoção do espólio artístico e cultural. Deles se espera, cumulativamente, um contributo no campo da ciência, cultura e investigação, bem como no desenvolvimento do turismo e da fruição artística. Nesta assumida pluralidade, a componente educativa é hoje considerada da maior relevância.
Com efeito, a amplitude de funções atribuídas ao museu está contida na própria definição adotada por aquele organismo internacional, como “instituição (…) que adquire, conserva, investiga, comunica e expõe para fins de estudo, educação e deleite, testemunhos materiais do homem e do seu ambiente” (Copenhaga, 1974).
Nas últimas décadas, a evolução deste conceito implicou contínuos desafios, alguns estimulados pela discussão interpares da comunidade académica, outros assentes na diversidade de tipologias de museus ou, até, em pressupostos ideológicos. Tratou-se de uma evolução consistente do paradigma inicial, se comparado com a visão tradicional de colecionar objetos e de os salvaguardar para o futuro.
No enquadramento histórico desta questão, é interessante analisar as respostas dadas pelos museus a necessidades criadas não apenas no âmbito da formação de recursos humanos, mas também na promoção dos serviços por si prestados à comunidade. Ao acentuar-se esta tendência, o museu começou a ser visto como complemento da Escola e, progressivamente, como fator de democratização de acesso à educação do grande público. Recuando a finais do séc. XIX, é curiosa a formulação normativa segundo a qual as escolas oficiais eram obrigadas “a mandar os seus alunos aos museus, para aí procurarem o devido ensinamento que, muitas vezes, vale por uma dúzia de preleções” (O Archeologo Português, 1897).
Mas a maior inovação surgiria nos anos 60, com a criação dos designados “serviços de extensão educativa”, incentivando a colaboração estreita dos museus com as escolas. Mais tarde, com a introdução de novas dinâmicas e de recursos tecnológicos, os museus são reconhecidos como instituições educativas e apelativos espaços de comunicação. Ora, à medida que era assumido esse papel pedagógico, promovia-se uma visão ainda mais ampla, que vinha valorizar a dimensão de ordem científica e tecnológica. Ou seja, todas estas “transformações geracionais” são reveladoras da consolidação da imagem dos museus como parceiros ativos dos novos contextos sociais e pedagógico-científicos.
Em Viseu, os vários museus – entre os quais o Museu da Misericórdia – procuram responder a estes desafios, com a adesão das escolas, públicas e privadas. Nesta celebração do DIM, é justo reconhecê-lo, como mérito coletivo da comunidade local.

Henrique Almeida
Diretor do Museu da Misericórdia de Viseu

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