Weathered stone chapel with arched doorway and red-tiled roof, in a sunny courtyard.
Panel discussion at a charity/event inside a fire station, with a red fire truck behind and banners on the table centerpiece.
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A sunny riverside beach with people sunbathing under straw umbrellas on a sandy shore, next to a calm green river framed by forested hills.
Home » Notícias » Concelho » Nelas » Ambulância de Canas de Senhorim foi bloco de partos para o nascimento de Mateus

Ambulância de Canas de Senhorim foi bloco de partos para o nascimento de Mateus

Quando receberam o alerta na central dos Bombeiros Voluntários de Canas de Senhorim, Antony Gauthier e Carlos Figueiredo não imaginavam que aquela ocorrência ficaria guardada na memória como um dos momentos felizes no desempenho das suas funções

Micaela Costa
 Festas de Mangualde com espetáculos em três palcos
18.12.24
fotografia: Jornal do Centro
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 Festas de Mangualde com espetáculos em três palcos
18.12.24
Fotografia: Jornal do Centro
Aerial view of a sandy beach with large stone letters forming a message, promoting recycling; below, the slogan 'Começa por reciclar as desculpas' and a call to action with a URL.
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 Ambulância de Canas de Senhorim foi bloco de partos para o nascimento de Mateus

O alerta era para um possível parto, mas o que Antony Gauthier e Carlos Figueiredo não sabiam era que de possível tinha pouco e que o bebé já estava praticamente a nascer. Foram precisos cinco minutos e um percurso de cerca de três quilómetros para a ambulância de Canas de Senhorim ganhar o título de “bloco de partos” e ver nascer o pequeno Mateus.

“Foi o tempo de sairmos de Carvalhal Redondo e chegarmos a Santar, foram cerca de cinco minutos”, começa por recordar ao Jornal do Centro o bombeiro Antony Gauthier.

Quando na madrugada de quinta-feira (12 de dezembro) receberam o alerta na central dos Bombeiros Voluntários de Canas de Senhorim, no concelho de Nelas, a dupla de bombeiros não imaginava que aquela ocorrência ficaria guardada na memória como um dos momentos felizes no desempenho das suas funções.

“Quando nasceu e começou a chorar pensamos: pronto, correu tudo bem, agora é só levá-lo quentinho até ao hospital”, conta.

Bombeiros há 24 anos, Antony Gauthier e Carlos Figueiredo foram intervenientes num parto pela primeira vez, num momento que lhes mostrou que a teoria e a prática são muito diferentes.

“Nunca tinha assistido a um parto, nem enquanto bombeiro, nem enquanto pai e até já tenho filhos. Acho que nunca estamos preparados para este tipo de coisas, é muita adrenalina e stress, tudo ao mesmo tempo. Estamos preparados numa sala de formação, mas ali é diferente, ali é um contexto real”, afirma.

O parto acabou por ser feito pela equipa médica da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), que chegou praticamente em simultâneo com a ambulância dos bombeiros. A Antony Gauthier e a Carlos Figueiredo coube emprestar a “sala de partos” e apoiar a equipa de emergência médica.

“Quando chegámos, fomos diretos a casa desta família e logo a seguir chegou a equipa da VMER, que entendeu que seria mais seguro transportar a grávida para a ambulância onde o bebé nasceu. Na prática, o que nós fizemos foi dar apoio à equipa composta por médico e enfermeiro do INEM”, esclareceu.

Questionado se esta era a primeira vez que a corporação via nascer uma criança, Antony Gauthier contou que “terá sido a segunda vez que um bebé nasceu numa ambulância” dos bombeiros. Já sobre esta ocorrência, o bombeiro admite que “é dos poucos momentos positivos”.

“É uma situação que representa o oposto do que costumamos ter pela frente. Quando somos chamados, por norma, é pela negativa. Esta situação é dos poucos momentos positivos que se tem a tripular uma ambulância e é um momento único”, finalizou.

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