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Home » Notícias » Concelho » Viseu » Uma é nova, outra é velha e ao todo são duas as fontes que escapam aos olhos de quem passa na Santa Cristina (Viseu)

Uma é nova, outra é velha e ao todo são duas as fontes que escapam aos olhos de quem passa na Santa Cristina (Viseu)

Construídas entre os séculos XVI e XVIII, as fontes servem atualmente como local de visita pelo seu valor histórico. Nenhuma delas está atualmente em funcionamento

 Antigo diretor da psiquiatria em Viseu Fidalgo Freitas morreu aos 78 anos
19.01.25
fotografia: Jornal do Centro
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Fotografia: Jornal do Centro
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 Uma é nova, outra é velha e ao todo são duas as fontes que escapam aos olhos de quem passa na Santa Cristina (Viseu)

Ao visitar a zona da Santa Cristina, em Viseu, são várias as figuras observáveis num primeiro relance. De um lado, a estátua erguida em homenagem a Francisco Sá Carneiro, antigo primeiro-ministro português que morreu em 1980. Do outro lado, a estátua que homenageia o bispo e político D. Alves Martins – o mesmo que deu nome a uma das escolas secundárias de Viseu. Além das figuras de pedra, podem ainda saltar à vista edifícios religiosos, como a Igreja de Nossa Senhora do Carmo ou a Igreja do Seminário Maior. Os cidadãos mais perspicazes terão com certeza reparado numa pequena área na lateral da Igreja de Nossa Senhora do Carmo que, semelhante à entrada de uma cave ou adega, leva os visitantes para um nível abaixo do chão da cidade. 

Neste fontanário, acessível a qualquer pessoa por um lanço de escadas feitas em pedra, encontram-se três bancos de pedra, uma fonte e uma porta de madeira. Na verdade, neste pequeno canto da cidade de Viseu já estiveram, outrora, duas fontes em funcionamento. 

A fonte mais antiga, tapada pela porta de madeira em arco, foi construída em 1523. A sua construção aconteceu, de acordo com a tese escrita pela historiadora Liliana Castilho intitulada “A cidade de Viseu nos séculos XVII e XVIII – Arquitetura e Urbanismo”, durante o episcopado de D. Afonso. Acima da porta de madeira, mantém-se até aos nossos dias um escudo de armas feito em pedra, embora não se saiba ao certo a quem terá pertencido este marco. 

Embora não se tenha encontrado ainda uma referência à fonte durante o século seguinte ao da sua construção, esta é novamente mencionada em 1705. É desta data uma notificação da câmara de Viseu para que Manuel da Cunha, um pedreiro da época, reformasse, no prazo de dez dias, a mesma fonte. De acordo com o texto de Liliana Castilho, “as queixas deveriam ser recorrentes”, uma vez que, em 1713, a fonte de Santa Cristina seria reparada com recurso à destruição de uma fonte “no sítio de São Miguel”. 

Esta ação foi da autoria da câmara de Viseu, após sugestão do almotacé (equivalente a um oficial municipal responsável por fiscalizar várias áreas) Francisco do Loureiro da Veiga. 

“Por ele foi dito que a fonte de Santa Cristina de que esta cidade usa e se aproveita sendo a única desta cidade esta actualmente quazi arruinada e com evidente perigo de toda esta terra como he tão notório, e as queixas erão gerais do povo”, afirma um texto da época evidenciado pela historiadora. Liliana Castilho, na sua tese explica ainda que esta referência à fonte de Santa Cristina como sendo a única utilizada seria um exagero por parte de Francisco Veiga, mas que “pretendia reforçar a sua importância em termos do abastecimento da população”, segundo escreveu a académica. 

A historiadora aponta esta orientação dada por Francisco Veiga como a possível razão que levou à construção da “fonte nova” da Santa Cristina. Isto porque no ano seguinte é já mencionada a existência de duas fontes neste local. 

A fonte nova, mantida até aos dias de hoje protegida por uma cúpula de pedra sustentada por quatro colunas, conserva um elo de ligação com o próprio local onde foi construída. Isto porque acima da fonte, com uma cor azul sobre fundo branco, é possível ver um painel de azulejos dedicado a Santa Cristina. Esta santa terá vivido e morrido na região da Toscana, em Itália, em finais do século III. É considerada a santa padroeira dos moleiros e figura simbólica invocada contra a depressão.

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