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A pré-história da arte contada hoje no Teatro Viriato

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 A pré-história da arte contada hoje no Teatro Viriato - Jornal do Centro
15.10.22
fotografia: Jornal do Centro
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 A pré-história da arte contada hoje no Teatro Viriato - Jornal do Centro
15.10.22
Fotografia: Jornal do Centro
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 A pré-história da arte contada hoje no Teatro Viriato - Jornal do Centro

Um piano e uma caneta irão ilustrar hoje em tempo real a história dos primeiros vestígios de arte no Teatro Viriato. O desenhador António Jorge Gonçalves e o pianista Filipe Raposo vão estar esta tarde em Viseu para apresentar “O Nascimento da Arte”. Uma atuação que também integra a programação do festival Vistacurta.

Os primórdios da cultura humana são o principal mote para o espetáculo que convida o público a “entrar numa viagem que parte do Vale do Côa e segue à descoberta de vestígios artísticos espalhados pelo mundo”, juntando tempo, estrutura, textura, abstração, evocação e emoção.

“Com o concerto pretendemos no fundo mostrar o que nós hoje fazemos e que talvez isso seja a nossa versão das gravuras rupestres. Ou seja, as pessoas há 30 mil anos desenhavam nas pedras, atualmente nós desenhamos e tocamos no palco de um teatro”, diz António Jorge Gonçalves, acrescentando que a música e o desenho foram escolhidos porque “mexem mais diretamente com as emoções”.

“O Nascimento da Arte” é um “projeto de longo curso” que culmina com esta apresentação, tendo-se centrado no estudo e na análise das peças arqueológicas patentes em lugares como Foz Côa, Dordogne e Cantábria.

“Um dia o Filipe Raposo levou-me a ver as gravuras do Vale do Côa. E eu fiquei muito entusiasmado. A partir daquele momento demos início a inúmeras horas de conversa que nos levaram a esta questão: será que os motivos que levaram aquelas pessoas a fazer aquelas gravuras há 30 mil anos são os mesmos que nós temos para fazer o que hoje fazemos. Esta pergunta levou-nos à descoberta daquilo a que chamámos ‘O Nascimento da Arte’”, conta António Jorge Gonçalves.

Num ambiente de improvisação e conversa com o público a partir das 16h00, António Jorge Gonçalves e Filipe Raposo irão explicar “o processo de articulação entre o visual e o musical” que marca as suas performances.

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