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O presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas, confirmou esta quinta-feira (22 de dezembro) ter recebido uma proposta da direção do Académico de Viseu para o clube passar a gerir o Estádio Municipal do Fontelo, recinto desportivo que é há anos a “casa da equipa” que alinha na Segunda Liga de Futebol.
“O Académico tem a pretensão de gerir o estádio. Em princípio não vejo nenhum inconveniente, se o Académico é o único clube que lá neste momento atua, desde que seja protocolado convenientemente”, afirmou Fernando Ruas aos jornalistas após a reunião pública da autarquia, onde o assunto foi levantado pelo vereador do PS Miguel Pipa.
O autarca do PSD explicou que antes da decisão política o assunto terá que passar pelo crivo dos serviços jurídicos do município, que analisarão se a passagem da gestão do recinto desportivo ao clube ou à SAD é legal.
“Eu não quero cometer nenhuma ilegalidade”, declarou.
Fernando Ruas não escondeu que se não houver obstáculos é favorável à entrega do Fontelo ao Académico, mas avisou que o “negócio” não pode ter cláusulas que “atormentem” a autarquia.
“Imaginem que para além da gestão ainda nos pedem não sei o quê. Se me disserem que não há problemas jurídicos, o estádio passa a partir de amanhã para o Académico. Eu não via nenhum inconveniente desde que seja acautelado tudo e que aquilo fique em condições, etc.”, afirmou.
O edil deixou ainda uma garantia. Não vai aceitar a mudança de nome do Estádio do Fontelo.
“É um nome forte. Nunca deixaríamos mudar isso, era o que faltava”, afirmou.
Aos jornalistas, o autarca do PSD disse ainda que se o Académico, que pela primeira vez na história chegou à final four da Taça da Liga, continuar na senda de vitórias a Câmara irá continuar a ajudar o clube. Fernando Ruas lembrou mesmo que o desporto é “uma alavanca de desenvolvimento”.
Relvado criticado por tudo e todos
Às críticas do Académico, do treinador da equipa, Jorge Costa, da Liga de Clubes quanto ao mau estado do relvado do Estádio do Fontelo juntou-se agora o presidente da Câmara de Viseu, município que investiu 1,4 milhões de euros recentemente em obras de requalificação do recinto desportivo, incluindo o “tapete verde”.
O edil não gostou “nada de ver” o estado em que se encontra o piso do estádio, mas recusou responsabilidades no caso. Atribuiu culpas à empresa que tratou do novo relvado.
A Câmara está agora a estudar uma solução urgente para um problema, que poderá ser resolvido pela companhia que colocou “o tapete verde” ou por outras empresas que já disseram “que são capazes de corrigir aquilo rapidamente”.