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Nos últimos dias multiplicaram-se as homenagens a Almeida Henriques, presidente da Câmara de Viseu que morreu no domingo de Páscoa, vítima da Covid-19. Da sociedade civil aos vários quadrantes partidários, houve unanimidade em destacar o autarca como “um defensor da região”. A expressão “cidade-região” fica para sempre ligada a Almeida Henriques que a começou a usar logo no seu primeiro programa eleitoral.
Outra expressão que caracterizava o seu discurso era a “cidade inteligente” em que queria transformar Viseu. Neste último mandato avançou com a implementação do MUV e tinha o sonho de ver implementado todo o sistema que iria controlar os transportes públicos, o transporte a pedido e o estacionamento. Tudo “na palma da mão”, como dizia.
Ainda na memória está também a expressão “mix de sensações”, uma fórmula que o autarca gostava de usar para descrever os eventos programados, desde o Festival Literário ou a Feira de S. Mateus.
A vida e a obra do autarca de Viseu foi relatada por amigos, familiares, apoiantes e adversários. Desde o seu lado “ferrenho” pelo FC Porto ao orgulho nos bolos da filha. Da convicção em defender a duplicação do IP3 e ter comboio em Viseu à vontade de ver construída a nova barragem de Fagilde.
Almeida Henriques faleceu a 4 de abril. Tinha 59 anos, estava internado no Hospital de Viseu há 29 dias. A chegar ao fim do segundo mandato, o autarca, cuja carreira política sempre foi feita dentro do PSD, tinha o “sonho” de Viseu ser uma marca nacional e internacional.
Advogado de profissão, desde cedo abraçou a vida política sempre ligado ao PSD. Foi deputado na Assembleia da República entre 2002 e 2011, altura em que foi nomeado secretário de Estado Adjunto da Economia e Desenvolvimento Regional, no governo de Passos Coelho.
Foi vice-presidente do grupo parlamentar na Legislatura entre 2009 e 2011.
Exerceu o cargo de presidente da Assembleia Municipal de Viseu e da Assembleia Geral da Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões.
Na vida empresarial e associativa, esteve à frente de várias empresas e associações culturais. Foi presidente do Conselho Empresarial do Centro e da Associação Industrial da Região de Viseu e vice-presidente da Confederação da Indústria Portuguesa
Em 2006, Jorge Sampaio distinguiu-o como comendador da Ordem Civil do Mérito Agrícola, Industrial e Comercial.