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Almeida Henriques e o sonho da cidade-região

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 Almeida Henriques e o sonho da cidade-região - Jornal do Centro
04.04.21
fotografia: Jornal do Centro
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 Almeida Henriques e o sonho da cidade-região - Jornal do Centro
04.04.21
Fotografia: Jornal do Centro
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 Almeida Henriques e o sonho da cidade-região - Jornal do Centro

Uma das primeiras medidas que Almeida Henriques tomou quando foi eleito presidente da Câmara de Viseu, em 2013, foi reverter a demolição do Bairro da Cadeia. Para este local de habitação social construído nos anos 40 do século XX, o autarca idealizou um projeto inclusivo e comunitário. Um desígnio que, a par com a revitalização do centro histórico, assumiu preponderância logo no primeiro mandato e no programa eleitoral que o acompanhou “Viseu Primeiro”. “Viseu dispõe de um ADN histórico e de um fundo patrimonial e cultural rico, singular e diferenciador, que é uma fonte de oportunidades”, dizia no primeiro discurso como presidente da autarquia. Foi em 22 de outubro de 2013.

Almeida Henriques faleceu no domingo de Páscoa, 4 de abril, vítima de Covid-19. Tinha 59 anos, estava internado no Hospital de Viseu há 29 dias.
A chegar ao fim do segundo mandato, o autarca, cuja carreira política sempre foi feita dentro do PSD, tinha o “sonho” de Viseu ser uma marca nacional e internacional.

Começou pelo aeródromo. A reativação da carreira aérea entre o norte e o sul do país fez com que esta infraestrutura ganha-se outra notoriedade e até mesmo centralidade. Por sua orientação, acabou por ali ser construído o novo quartel dos Bombeiros Sapadores de Viseu.

A modernização da Feira de S. Mateus também foi outro dos desígnios. Da feira secular, renovou-se o espaço, a atratividade e abriu-se todo o espetáculo a outros públicos. De fora chegaram eventos como o Europeade ou ainda o Festival Literário.

No campo político, o autarca teve várias causas. Desde a ampliação das urgências do Hospital de Viseu à construção do Centro Oncológico, nunca lhe falhou a voz para reivindicar a ligação ferroviária Viseu/Salamanca e a duplicação do IP3 que tantas vezes lhe chamou de estrada da morte.
Almeida Henriques tinha também o sonho de transformar Viseu numa cidade tecnológica, “smart”, uma cidade que idealizava ter neste primeiro trimestre de 2021 com mais de mil engenheiros qualificados. E o MUV – Sistema de transportes públicos urbanos – foi a primeira parte de um projeto mais alargado que tem cono objetovo o de ter Viseu “na palma da mão”.

Outro cluster era o da cultura e da criatividade. Foi com estes dois pensamentos que foram criadas as incubadoras e a vontade de transformar o Pavilhão Multiusos no Viseu Arena.
E também desde o primeiro dia que entrou na autarquia que Almeida Henriques disse que queria devolver o Mercado 2 de Maio à população e daquele espaço no coração da cidade fazer um local para ser usufruido durante todo o ano. As obras comçearam há cerca de dois meses.
Almeida Henriques estava no segundo mandato à fente da Câmara de Viseu. Foi eleito, pela primeira vez, em outubro de 2013.

Advogado de profissão, desde cedo abraçou a vida política sempre ligado ao PSD. Foi deputado na Assembleia da República entre 2002 e 2011, altura em que foi nomeado secretário de Estado Adjunto da Economia e Desenvolvimento Regional, no governo de Passos Coelho.
Foi vice-presidente do grupo parlamentar na Legislatura entre 2009 e 2011.
Exerceu o cargo de presidente da Assembleia Municipal de Viseu e da Assembleia Geral da Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões.

Na vida empresarial e associativa, esteve à frente de várias empresas e associações culturais. Foi presidente do Conselho Empresarial do Centro e da Associação Industrial da Região de Viseu e vice-presidente da Confederação da Indústria Portuguesa
Em 2006, Jorge Sampaio distinguiu-o como comendador da Ordem Civil do Mérito Agrícola, Industrial e Comercial.

As cerimónias fúnebres de Almeida Henriques estão marcadas para esta segunda-feira à tarde. Uma homenagem que, segundo a vice-presidente da autarquia de Viseu, não é a que o autarca merecia, mas “a possível” por causa das regras impostas pela pandemia.

O cortejo fúnebre motorizado vai partir do Hospital de Viseu, cerca das 15h00, e percorrer as principais ruas da cidade. Vai parar à frente da Câmara, no Rossio, para um minuto de silêncio. Cá fora, estarão o executivo, os presidentes junta e algumas figuras de Estado, entre elas é esperada a presença do Presidente da República. “Todos com lugares marcados e com a orientação das autoridades de saúde”, acrescenta a vice-presidente que apela a que as pessoas evitem ps ajuntamentos.

O cortejo segue depois para o cemitério de Abraveses, onde Almeida Henriques será sepultado. Na cerimónia só estará família e um círculo restrito de pessoas, de acordo com a lotação do espaço.
Por fim, às 18h30, será celebrada pelo bispo de Viseu uma missa na Sé. Também aqui os lugares são marcados.

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