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Os alunos mais novos podem estar desmotivados para aprender por causa do ensino à distância. Quem o diz é Manuel Pereira, diretor do Agrupamento de Escolas Serpa Pinto em Cinfães e presidente da Associação Nacional de Diretores Escolares.
O alerta também vem de outros diretores de escolas numa altura em que terminam esta sexta-feira (26 de março) as aulas do segundo período do ano letivo. Os últimos três meses foram novamente marcados pelas aulas à distância e pelo confinamento dos alunos e dos professores devido ao agravamento dos casos de infeção por Covid-19.
Entretanto, os alunos do pré-escolar e do primeiro ciclo já regressaram às aulas presenciais no passado dia 15 de março. Mas, numa altura em que as aulas param uma semana por causa das férias da Páscoa, Manuel Pereira defende que o ensino à distância fez com que alguns alunos perdessem o interesse pela escola.
“É normal que crianças muito jovens que estão entregues a ela próprias em casa e que nem sempre têm quem os acompanhe comecem a desmotivar-se e a cansar-se. E foi o que sentimos em relação a vários alunos, sobretudo os mais novos que, no caso do primeiro ciclo, não têm a autonomia necessária para poder resolver qualquer problema informático que possa surgir a qualquer altura. Para eles, nem sempre é fácil encontrar uma solução”, explica.
Manuel Pereira também lembra a experiência adquirida por professores, que tiveram mais tempo de planificação e preparação das aulas à distância, mas recorda que nada substituía a presença dos alunos na sala de aula e o convívio na escola.
O receio do aumento do abandono escolar ainda não é uma questão que se coloque em cima da mesa na opinião de Manuel Pereira. O responsável pelo Agrupamento de Escolas de Cinfães diz que os professores têm um papel fundamental para que os alunos se voltem a interessar pelas aulas.
“Nós não estamos muito preocupados, genericamente, com o abandono físico da escola. Agora, não há muitas formas de os trazer (alunos) inteiros. Às vezes, estão na escola e nem sempre estão interessados no que acontece. Aí, sobra sempre para os professores o papel mais importante, que é tentar motivar e acrescentar vontade para o trabalho”, argumenta.
O presidente da Associação Nacional de Diretores Escolares não esconde que havia, dentro das escolas, ansiedade para que os alunos regressem às escolas “para os podermos refocalizar no essencial e no trabalho do dia-a-dia na escola”.
Dentro de pouco mais de uma semana, a 5 de abril, recomeçam as aulas não só para o ensino primário, mas também para os alunos dos segundo e terceiro ciclos que regressam nesse dia à escola. Já os estudantes dos ensinos secundário e superior retornam a 19 de abril.
Neste fim de semana, arranca a campanha de vacinação aos professores e funcionários do pré-escolar e do primeiro ciclo. Só na região Dão Lafões, vão ser vacinadas mais de 2.000 pessoas.