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Os nascimentos no distrito de Viseu subiram nos primeiros nove meses do ano, revelam os mais recentes dados do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), divulgados esta quinta-feira. Entre os meses de janeiro e setembro, na região, nasceram 1.504 bebés que se submeteram depois ao chamado “teste do pezinho”.
Os números do Programa Nacional de Diagnóstico Precoce (PNDP) revelam uma subida de mais 10 nascimentos no distrito em comparação com o período homólogo de 2021, altura em que foram registados 1.494 recém-nascidos. Já em 2020, 1.602 bebés da região fizeram o teste do pezinho.
Mesmo assim, os números continuam inferiores em comparação com o período pré-pandemia. Em 2019, por exemplo, nasceram 1.673 bebés na região de Viseu.
Se fosse feita uma comparação com os últimos dez anos, 2012 foi o ano em que houve mais nascimentos no distrito, com 1.831 recém-nascidos. Os dados do INSA reportam-se ao número de bebés estudados no âmbito do Plano de Rastreio Neonatal. O ano cujos números são mais semelhantes aos atuais foi 2014, com 1.574 rastreios feitos.
O “teste do pezinho” é efetuado a partir do terceiro dia de vida do recém-nascido, através da recolha de umas gotículas de sangue no pé da criança, e permite atualmente detetar 27 doenças, possibilitando uma atuação precoce e um desenvolvimento mais saudável das crianças.
O teste permite identificar as crianças que sofrem de doenças, quase sempre genéticas, como a fenilcetonúria ou o hipotiroidismo congénito, que podem beneficiar de tratamento precoce.
Mais bebés nasceram este ano, após a pior quebra de sempre em 2021
A nível nacional, cerca de 62 mil bebés nasceram em Portugal este ano, um aumento que se segue à quebra verificada em 2021, quando se registou o valor mais baixo de sempre, segundo dados do PNDP.
Segundo os dados do “teste do pezinho”, que cobre a quase totalidade dos nascimentos, foram rastreados, entre janeiro e setembro de 2022, 62.001 recém-nascidos no âmbito do Programa Nacional de Rastreio Neonatal, mais 3.037 do que em igual período de 2021 (58.964).
Os dados confirmam a inversão da tendência de baixa verificada no ano passado. Setembro foi o mês que registou o maior número de nascimentos (7.979), seguido de agosto (7.862) e de março (7.097), enquanto abril foi o mês em que houve menos nascimentos (5.950), seguido de fevereiro (6.049) e janeiro (6.482).
Lisboa foi o distrito com mais exames realizados (18.440), seguido do Porto (11.386), Setúbal (4.754), Braga (4.717), Aveiro (3.036) e Faro (3.024).
O menor número de testes foi observado no distrito de Bragança (436), seguido da Guarda (469), de Portalegre (446), Vila Real (425) e Castelo Branco (725), segundo o programa coordenado pelo INSA, através da sua Unidade de Rastreio Neonatal, Metabolismo e Genética, do Departamento de Genética Humana.
Durante todo o ano de 2021, foram estudados 79.217 recém-nascidos, menos 6.239 do que em 2020 (85.456), o valor mais baixo de sempre.
Antes deste mínimo registado em 2021, o número mais baixo tinha sido verificado em 2014, com 83.100 exames realizados no país.
De acordo com os dados dos relatórios do PNRN, consultados pela Lusa no ‘site’ do INSA, o número de bebés estudados, entre 1984 e 2008, ultrapassou sempre os 100 mil, sendo o maior registo no ano de 2000 (118.577). Nesse ano, Viseu teve 3.016 nascimentos.
Entretanto, o Instituto Ricardo Jorge confirmou à agência Lusa que estão reunidas as condições técnicas para que, ainda durante este mês, seja dado início ao estudo piloto para o rastreio da Atrofia Muscular Espinhal.
“A inclusão desta patologia no painel das doenças rastreadas no âmbito do Programa Nacional de Rastreio Neonatal só será formalizada após finalização do estudo piloto de 100.000 recém-nascidos, da avaliação dos resultados obtidos e da autorização do Ministério da Saúde”, salientou o instituto.
Os números dos nascimentos no distrito de Viseu
2022: 1.504
2021: 1.494
2020: 1.602
2019: 1.673
2018: 1.634
2017: 1.582
2016: 1.783
2015: 1.627
2014: 1.574
2013: 1.685
2012: 1.831