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APAV apoiou mais de 500 mulheres no distrito de Viseu nos últimos quatro anos, vítimas de várias formas de violência

A violência doméstica continua a ser o crime predominante

 Antigo diretor da psiquiatria em Viseu Fidalgo Freitas morreu aos 78 anos
06.03.26
fotografia: Jornal do Centro
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 Antigo diretor da psiquiatria em Viseu Fidalgo Freitas morreu aos 78 anos
06.03.26
Fotografia: Jornal do Centro
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 APAV apoiou mais de 500 mulheres no distrito de Viseu nos últimos quatro anos, vítimas de várias formas de violência

No distrito de Distrito de Viseu, 553 mulheres foram vítimas de violência entre 2022 e 2025 e receberam acompanhamento da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), segundo dados divulgados pela instituição a propósito do Dia Internacional da Mulher, que se assinala a 8 de março.

A nível nacional, a APAV apoiou 50.495 mulheres nos últimos quatro anos, registando-se um aumento global de 22,8%no período analisado. A maioria das situações está relacionada com crimes de violência doméstica, que continuam a representar a grande fatia dos casos acompanhados pela associação.

De acordo com os dados divulgados, o número de vítimas apoiadas tem vindo a crescer de forma contínua: 11.410 mulheres em 2022, 12.398 em 2023, 12.681 em 2024 e 14.006 em 2025. No mesmo período, chegaram ao conhecimento da APAV 97.149 crimes e formas de violência praticados contra mulheres, o que corresponde a um aumento de 21,7%.

Em média, cada mulher apoiada foi vítima de dois crimes em simultâneo, sublinha a associação.

A violência doméstica continua a ser o crime predominante, representando 81,1% dos casos registados. Seguem-se crimes como ameaça ou coação, abuso sexual de crianças, ofensas à integridade física, difamação ou injúria e burla.

No que respeita ao perfil das vítimas, 61,8% são mulheres adultas entre os 18 e os 64 anos. As crianças e jovens até aos 17 anos representam 15,3%, sendo o grupo etário que registou o crescimento mais acentuado no período analisado, com um aumento de 47,2%. Já as pessoas com 65 ou mais anos correspondem a 10,5% das vítimas acompanhadas.

Quanto à nacionalidade, 74% das vítimas são portuguesas, enquanto 17% são mulheres estrangeiras, num total de 8.587 casos, número que aumentou 58,6% entre 2022 e 2025.

A maior parte das vítimas apoiadas pela APAV residia nos distritos de Lisboa, Faro, Porto, Braga e Setúbal, refletindo em grande medida a distribuição populacional do país.

Durante o mesmo período foram ainda identificadas 51.769 pessoas agressoras, o que representa um aumento de 28%. A maioria é do sexo masculino (71,2%) e, em quase metade das situações, mantinha ou tinha mantido uma relação de intimidade com a vítima.

Os dados indicam ainda que mais de metade das mulheres sofreu vitimação continuada, sendo frequente a procura de apoio apenas após vários anos de violência. Entre as vítimas apoiadas, 54,7% apresentaram queixa ou denúncia às autoridades, enquanto 33,9% optaram por não o fazer.

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