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2001 foi o ano em que o Rali Portugal passou por Mortágua. Está de volta, 20 anos depois.
Na altura, o troço acompanhava por vários quilómetros a linha de água da barragem da Aguieira, mas este ano, no Vodafone Rallly de Portugal, isso não vai acontecer, ainda que grande parte do percurso do passado faça parte deste troço.
O início vai ser igual, mas quando chegarem perto do Rio Criz, há um desvio para Oeste. Depois percorrem em sentido inverso o mesmo percurso, e terminam muito perto do local onde, no passado, a especial do Rali de Portugal terminava: no asfalto da EN234. É em Mortágua que vai encerrar a passagem do rali no Centro.
O presidente do Clube Automóvel de Viseu, Rúben Lopes, numa conversa com o Jornal do Centro, relembrou as memórias que tem desta prova.
“É incrível. Lembro-me de ser miúdo e ver os campeões do mundo a passarem pelas ruas. Lembro-me de estar nos campeonatos perto deles. Lembro-me de o centro de assistência do Rali Portugal ser na Feira de São Mateus. Tive a sorte de termos a nossa equipa lá presente”, relembra.
Sobre a importância e o impacto de um evento desta dimensão, Rúben Lopes salientou “a parte económica e financeira de tudo aquilo que vai mexer no distrito de Viseu. É um bem que vem por arrasto”, disse.
Sobre as diferenças do Rali Portugal, 20 anos depois, o responsável pelo Clube Automóvel de Viseu, acredita que agora “é tudo muito diferente. Desde os carros aos pilotos”. “Penso que não haverá nenhum piloto na lista de inscritos que tenha figurado há 20 anos atrás. É fantástico ver que não só os carros evoluíram, mas também ver filhos dos pilotos que na altura lutavam pela vitória, serem eles agora a participar, a nova geração de pilotos. A etapa não vai ser a mesma, mas o espetáculo, a dureza do piso, as dificuldades, vão ser iguais, vai ser um teste de fogo”, acrescentou.
De acordo com a versão provisória do guia da prova, os pilotos vão enfrentar um total de 346,26 quilómetros cronometrados, divididos por 21 especiais a percorrer ao longo de três dias, de 21 a 23 de maio.
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Depois do cancelamento da edição de 2020 devido à pandemia de covid-19, o Automóvel Club de Portugal regressa ao centro do país, com sete troços. Lousã, Góis e Arganil recebem duas passagens de cada concorrente, ficando Mortágua com uma passagem antes da super especial em Lousada, com 122,88 quilómetros.
Para os amantes do desporto automóvel “há uma grande ansiedade que a prova vá para a estrada”, quem o diz é Rui Madeira, piloto e arquiteto de profissão, que conquistou o primeiro grande título de campeão do mundo da classe de Produção em 1995, ao volante de um Mitsubishi Lancer.
“Há uma grande ansiedade para que a prova vá para a estrada. O facto de voltar a Mortágua, é mais uma classificativa seletiva, dos tempos áureos do rali. Sem dúvida nenhuma que o troco de Mortágua vai clarificar algumas posições. Será aquela classificativa que poderá fazer a diferença”, defendeu piloto.
Ainda não é certo se a edição deste ano do Vodafone Rally Portugal vai ter publico, algo que Rui Madeira lamenta. “É muito triste se realmente não tivermos publico, devido às circunstâncias que estamos inseridos, mas espero bem que todos mantenham o civismo para que chegue à altura e possa haver algum”.
O piloto de ralis relembrou o troço de Mortágua. “Sempre me correu bem, nunca tive nenhum contratempo e, saía de lá, sempre na liderança dos pilotos portugueses. Uma classificativa da qual gosto bastante”.
No sábado (22 maio), os concorrentes enfrentam o dia mais longo, com 165,16 quilómetros divididos por sete especiais, incluindo uma super especial de 3,30 quilómetros traçada na Foz do Douro.
As restantes são desenhadas entre Vieira do Minho, Cabeceiras de Basto e Amarante.
Para domingo (23 de maio), estão reservados mais seis troços, terminando com a ‘Power Stage’ de Fafe. Pelo meio, os pilotos têm de percorrer ainda os troços de Felgueiras e Montim.
As inscrições terminam no dia 20 de abril.
Em 2019, o estónio Ott Tanak, em Toyota Yaris, venceu a edição nº53 do Rali de Portugal, acabando por conquistar o primeiro campeonato da sua carreira no final do ano.