Foto em Taizé_1
Projeto_Florestal_Pos_Incendios_fev2026
joão cardoso PSD Cinfães
janela casa edifício fundo ambiental
casa-habitacao-chave-na-mao - 1024x1024
aluguer aluga-se casas

No coração verde do concelho de Viseu, Côta é uma aldeia onde…

16.02.26

Nasceu, em Cinfães, a Quinta da Maria, um projeto turístico com alma…

12.12.25

No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…

21.08.25
jose-damiao-tarouca-232
ps campanha
camapnha10
roberto rodrigues escanção
CVRDao_2
March-711-4
Home » Notícias » Colunistas » As «revoluções» de Arcos de Valdevez e de Viseu

As «revoluções» de Arcos de Valdevez e de Viseu

 Águas verdes, águas turvas e petro-estados
17.08.24
partilhar
 As «revoluções» de Arcos de Valdevez e de Viseu

por
Joaquim Alexandre Rodrigues

No seu livro “Ir Prò Maneta, a Revolta Contra os Franceses (1808)”, Vasco Pulido Valente defende a tese de que, durante as invasões francesas, foi a revolta e o inconformismo do povo que foi determinante na derrota do invasor.
Neste livro são descritos dois episódios ocorridos em Junho de 1808 em que, por algum tempo, os de baixo tomaram o lugar dos de cima.

Arcos de Valdevez
Quando o sino tocou “a rebate” contra os franceses, a arraia miúda saiu à rua, libertou os presos, deu uma sova no juiz de fora e meteu-o na cadeia que tinha sido esvaziada.
Depois, foi à Câmara, injuriou os vereadores “e lançou pelas janelas as respectivas cadeiras”. Cenas destas eram banais naqueles tempos sem rei (tinha fugido para o Brasil) nem roque. A partir daqui é que “os camponeses de Arcos” começaram a inovar: “pegaram fogo ao arquivo da Câmara” e “rasgaram entusiasticamente os «papéis»”, que “continham os títulos legais dos «grandes»”.
A seguir, o povo “constituiu um governo” e desatou a publicar leis “que se queriam válidas para Portugal inteiro” e que aboliram o recrutamento e “o pagamento das oblatas aos padres”, fixaram preços, proibiram a exportação de cereais, etc. Em suma, queriam o fim “de um serviço militar cruel, vida estável e barata”, “menos impostos, defesa contra um Estado opressor.”
Os cabecilhas, “um jornaleiro, um seareiro e dois serralheiros”, seguiam as instruções de um estudante. Foram todos julgados e condenados.

Viseu
Na cidade de Viriato, depois da “queima dos «papéis»”, foi escolhido um “juiz do povo” que prendeu os representantes civis e militares do governo, “demitiu os vereadores da Câmara e o capitão-mor e substituiu-os por «gente da sua confiança»”.
Formou-se uma “junta de vinte e quatro membros”, todos da «plebe», que se auto-baptizou de «Junta dos Prudentes» e que «ficou regendo a cidade» até que, perante a “extravagância e o risco da sua situação”, decidiu “entregar Viseu ao seu bispo e a dissolver-se com a discrição que as circunstâncias aconselhavam.” Isto é, passou entre os pingos da chuva.
Esta “prudência” viseense teve mais um episódio naquele ano. Será tema do próximo Olho de Gato.

 Águas verdes, águas turvas e petro-estados

Jornal do Centro

pub
  • Clube Auchan. Registe-se e comece a poupar
  • Habifactus - Viseu cresce e nós crescemos consigo. A sua imobiliária de confiança há 23 anos.
  • Janelas 4Life. Qualidade, inovação e sustentabilidade
  • ReMax Dinâmica, a agencia numero 1 no Distrito de Viseu
 Águas verdes, águas turvas e petro-estados

Colunistas

Procurar