Weathered stone chapel with arched doorway and red-tiled roof, in a sunny courtyard.
Panel discussion at a charity/event inside a fire station, with a red fire truck behind and banners on the table centerpiece.
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A sunny riverside beach with people sunbathing under straw umbrellas on a sandy shore, next to a calm green river framed by forested hills.
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Associação quer combater desertificação da Aldeia da Panchorra

Organização foi fundada com "a vontade de fazer mais por aquelas pessoas que estão completamente ao abandono"

Carolina Vicente
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fotografia: Vítor Costeira
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 Associação quer combater desertificação da Aldeia da Panchorra

Futura sede da Associação Rostos Panchorrenses

A Associação Rostos Panchorrenses nasceu com o objetivo de combater a desertificação da aldeia da Panchorra, no concelho de Resende, na serra do Montemuro. Segundo a organização, a aldeia “tem apenas 39 habitantes e seis crianças”, e enfrenta problemas de envelhecimento e abandono.

“A Associação tem um objetivo muito simples de combater a desertificação da aldeia”, afirma Ana Cristina Cardoso, tesoureira da Associação. “É uma aldeia extremamente envelhecida, tanto a nível das pessoas como a própria aldeia em si. São muitas casas abandonadas, casas que deveriam estar construídas e não estão, é uma aldeia que não tem um café, não tem uma mercearia, não tem nada”.

A Associação foi constituída em novembro de 2024 e já começou a trabalhar em projetos para melhorar a vida dos habitantes da aldeia. “Nós temos já a escola primária que estava ao abandono”, diz Ana Cristina. “A escola vai ser a sede da associação, precisa de uma grande requalificação e já está em andamento”.

A falta de dinheiro é um dos principais desafios que a Associação enfrenta. “É a falta de dinheiro, a falta das verbas é o que nos impede de fazer mais e melhor”, afirma Ana Cristina. No entanto, a Associação já conseguiu equipar a Casa do Povo com equipamentos básicos, como um fogão, um computador e uma impressora.

“É importante que as associações existam para servir a população em todas as vertentes”, diz Ana Cristina. A Associação Rostos Panchorrenses tem nove membros nos órgãos sociais e conta com o apoio de voluntários.

“Aquilo que lá temos neste momento já é muito mais do que aquilo que algum dia sonhei”, afirma Ana Cristina. A Associação continua a trabalhar para melhorar a vida dos habitantes da Panchorra e espera contar com o apoio da comunidade e das autoridades locais.

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