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Atrasos e medo de ir ao hospital levaram a mais mortes por cancro

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 Atrasos e medo de ir ao hospital levaram a mais mortes por cancro - Jornal do Centro
13.04.21
fotografia: Jornal do Centro
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 Atrasos e medo de ir ao hospital levaram a mais mortes por cancro - Jornal do Centro
13.04.21
Fotografia: Jornal do Centro
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 Atrasos e medo de ir ao hospital levaram a mais mortes por cancro - Jornal do Centro
Os médicos do Centro Hospitalar Tondela-Viseu (CHTV) detetaram tumores em estado muito avançado, como já não eram vistos há 20 anos. O dado foi avançado pelo diretor do serviço de imagiologia, Duarte Silva, no dia em que foram apresentados novos equipamentos e salas de exame que representaram um investimento de 500 mil euros. “Estamos agora a ver neoplasias, ou seja, tumores que chegam em estado tão avançado que já não se viam há mais de 20 anos, porque as pessoas atrasaram-se nas idas aos hospitais e aos médicos. Também não havia consultas presenciais, só as havia por telefone. As pessoas tinham medo de virem aqui a fazer o exame. Tenho uma pasta cheia de requisições de doentes que tinham marcado mas que não vieram”, revelou o diretor de imagiologia. Segundo o médico, nos casos em que os tumores foram detetados mais tarde, os tratamentos não vão ser tão eficazes. “Alguns atrasos podem ser até, seguramente, fatais”, admite Duarte Silva. Ainda assim, depois do período mais crítico da pandemia, os doentes com cancro já estão a dar entrada de novo no hospital e “com mais confiança”. “Às vezes, basta um mês para estragar o trabalho feito durante anos. A pandemia e o Natal fizeram com que a esperança média de vida baixasse e bastou uma semana. Com a pandemia e com este atraso nos diagnósticos e nas situações tumorais, há muito mais gente a morrer não por Covid, mas por estes atrasos porque as pessoas têm medo de ir ao hospital”, disse.
 Atrasos e medo de ir ao hospital levaram a mais mortes por cancro - Jornal do Centro
Estas declarações foram ditas à margem da apresentação aos jornalistas de duas novas salas do serviço, uma para exames raio-x e outra para fazer exames de contraste. Com este aumento da capacidade, Duarte Silva refere que os novos equipamentos vão permitir fazer “todo o tipo de exames gerais, desde o raio-X do tórax até ao raio-x da coluna, dos pés, das mãos e do crânio, ou seja, todo o tipo de exames provenientes do serviço de urgência e da radiologia convencional”. “Este era um anseio de vários anos do nosso serviço, mas que se tornou particularmente necessário por causa da pandemia. O objetivo é que os doentes da urgência façam os exames aqui e não tenham de aceder à sala de espera da radiologia, onde se conseguem controlar os doentes devidamente programados”, explicou. Duarte Silva disse ainda que gostava que o serviço tivesse um novo TAC 128 cortes, permitindo estudar os batimentos cardíacos, num investimento que a administração do Centro Hospitalar não se compromete. O diretor clínico, Eduardo Melo, presente na visita, considerou “muito difícil, tendo em conta o orçamento”. “Estamos a procurar encontrar um programa de financiamento dentro do orçamento do Estado que contemple uma rubrica de requalificação de imagiologia a nível nacional, onde se possa incluir, porque é um investimento muito acima disto que já está feito”, admitiu o diretor do CHTV.
 Atrasos e medo de ir ao hospital levaram a mais mortes por cancro - Jornal do Centro
Serviço de imagiologia já tem equipamento “topo de gama” Entretanto, Duarte Silva defendeu ainda que “é possível controlar o número de exames programados, mas não se consegue programar o número de exames que chegam pela urgência” e deu como exemplo um eventual acidente de autocarro que poderá “aumentar imenso” as necessidades. Assim, explicou, “será possível manter os exames programados, sem atrasos, porque os doentes não serão misturados”, além de “evitar contágios de doenças” e isso tornar o “serviço mais seguro”, além de se “evitar atrasos nos exames programados”. A sala está “estrategicamente colocada” do outro lado do corredor do acesso às urgências, “entre a sala de urgência e a nova sala de ecografia de urgência, precisamente para todos os doentes de urgência serem atendidos nesta ala sem entrarem no serviço central” da imagiologia e que são, “seguramente, mais de 100.000 por ano”. Duarte Silva acrescentou que com a entrada em funcionamento desta sala, a quarta do género no serviço e que já fez “pontualmente alguns exames nos últimos dias, mas que só estará a 100% no final do mês”, estão a ser ultimados pormenores logísticos e tudo isso “vai permitir fechar o resto do serviço durante a noite e ter as pessoas concentradas” naquele espaço. “Estamos a falar em investimentos na ordem dos 500 mil euros, sendo que o investimento mais caro é o equipamento que já é muito moderno, muito mais versátil e, por exemplo, permite fazer os exames na própria maca, sem termos de mudar os doentes”, precisou. À frente do serviço desde 2012, Duarte Silva contou aos jornalistas os avanços que a imagiologia no CHTV tem vindo a fazer, em especial desde 2018, com a compra de novo equipamento, “algum topo de gama mesmo, que não envergonha junto de qualquer hospital do mundo”. Numa visita guiada aos jornalistas, o médico “apresentou” a “nova sala de ecografia, também destinada ao serviço de urgência, e que se soma às outras três já existentes”, assim como a “sala dos exames contrastados”. “Chama-se uma mesa telecomandada para exames contrastados e que veio substituir um outro que estava avariado e que ainda vinha do hospital antigo, ou seja, antes de 1997”, ano de inauguração do atual Hospital de Viseu. Entre o equipamento que mostrou, Duarte Silva destacou o dos estudos mamários que, “após um período, em 2018, em que nem era possível fazer exames”, passou em 2019 a estar equipado “com um dos melhores aparelhos a nível nacional, melhor que alguns hospitais centrais”. “Na área da mamografia e ecografia mamária estamos a fazer o que se faz de melhor em qualquer lado. Neste momento, fazemos todo o tipo de diagnóstico da patologia mamária”, acrescentou Duarte Silva.
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