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O presidente da Câmara Municipal de Vouzela, Rui Ladeira, vai convidar o novo ministro das Infraestruturas, João Galamba, para se deslocar ao concelho no sentido de se inteirar do estado de conservação em que se encontram a Estrada Regional (ER) 228, que voltou a sofrer derrocadas no último fim de semana, e o antigo IP5.
“Queremos que o sr. Ministro João Galamba tenha conhecimento objetivo e no terreno do que está a acontecer com estas estradas, para ver se não se repete o que aconteceu com o seu antecessor, que em mais de dois meses de insistência para uma audiência em Lisboa nunca respondeu”, afirma o autarca.
O antigo IP5 encontra-se muito degradado e a via representa um perigo para os condutores, defende o município vouzelense, lembrando que desde a abertura da A25, a estrada praticamente não recebeu obras de beneficiação.
Com a introdução das portagens na Autoestrada 25, o ex-IP5 passou a ser utilizado ainda mais pelos automobilistas, para fugir às cobranças.
Há quatro anos, Rui Ladeira apresentou o problema à empresa pública Infraestruturas de Portugal (IP), tendo, na altura, “recebido a informação de que estariam previstas, para 2022, obras de requalificação do piso e nova sinalização”, uma empreitada que nunca aconteceu.
Também a ER 228 necessita de obras urgentes. A via chegou a estar encerrada ao trânsito durante cerca de um ano depois aos estragos causados pelas tempestades Elsa e Fabien, que provocaram várias derrocadas e arrastaram parte do piso.
Em consequência do mau tempo, que se fez sentir nos últimos meses, voltaram a ocorrer deslizamentos de terras e pedras, o que acentuou, segundo a autarquia vouzelense, a perigosidade do caminho.
“A IP, entidade gestora daquela via, reconhece o problema, tendo um relatório técnico de março de 2021 identificado 21 pontos críticos, cuja intervenção urgente deverá ser feita em duas fases”, recorda a Câmara liderada por Rui Ladeira.
A primeira empreitada já foi adjudicada, estando orçada em 2,8 milhões de euros, mas ainda não foi para o terreno por faltar a autorização do Tribunal de Contas. O empreiteiro aguarda há meio ano para avançar com a intervenção, que segundo os prazos iniciais deveria estar pronta há três meses.
O município vouzelense diz que o visto ainda não foi atribuído porque “só agora foi iniciado o processo de expropriações, critério essencial” para essa autorização.