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A Câmara de Viseu é contra a prospeção de lítio no concelho. A garantia foi dada esta quinta-feira (3 de fevereiro) pelo presidente Fernando Ruas na última reunião do executivo municipal.
A reação surge depois de o Governo .
Na região, estão previstos trabalhos de pesquisa em Viseu, Mangualde, Nelas, Penalva do Castelo e Sátão.
Na reunião de Câmara, Fernando Ruas disse que Viseu quase que é abrangido pelas áreas aprovadas pelo Governo, tendo apenas “uma pequena franja junto à barragem de Fagilde, na zona de Vila Corça”.
“Espero sinceramente que ninguém se atreva a fazer ali a prospeção”, acrescentou, garantindo que a autarquia não vai permitir a pesquisa “mesmo que seja num simples quilómetro quadrado”.
Fernando Ruas garantiu também que, no resto do território, Viseu “ficou completamente fora” das prospeções.
“Se há alguém que podia estar mais descansado, é o município de Viseu porque, da primeira versão para a segunda, nós quase não fomos atingidos”, afirmou.
A decisão de avançar com a prospeção do lítio foi tornada pública pelo Governo na última quarta-feira (dia 2), três dias depois das eleições legislativas.
A decisão foi tomada após a Direção-Geral de Energia e Geologia ter realizado uma Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) que, segundo o Ministério do Ambiente, concluiu que, em seis das oito áreas analisadas, há condições para avançar com a prospeção e pesquisa do mineral.
O Ministério do Ambiente adiantou, em comunicado, que o concurso público para a atribuição de direitos de prospeção e de pesquisa de lítio “poderá avançar nos próximos 60 dias”. Das seis áreas previstas, apenas duas ficaram de fora, as zonas de Arga e Segura, devido a restrições ambientais.
Entre as áreas aprovadas, a AAE viabilizou as áreas “Guarda-Mangualde W”, que inclui Mangualde, Gouveia, Seia, Penalva do Castelo, Fornos de Algodres e Celorico da Beira, e “Guarda-Mangualde NW”, que abrange os municípios de Viseu, Sátão, Penalva do Castelo, Mangualde, Seia e Nelas.