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Os autotestes à Covid-19 já começaram a ser vendidos em algumas farmácias da cidade de Viseu. Em outras ainda se espera pela chegada dos primeiros lotes. Os testes podem ser adquiridos sem receita médica por maiores de 18 anos, em caixas de 25 testes ou individualmente. O preço varia entre os sete e dez euros, consoante a farmácia ou parafarmácia.
Na Farmácia Confiança, em Viseu, já se venderam cerca de dez autotestes, dos 25 que chegaram no passado sábado (3 de abril). A farmacêutica adjunta, Catarina Pires, diz que “ainda não há uma procura, é mais pela curiosidade até porque muita gente pensa que vai ser um teste para fazer com uma zaragatoa até à introdução final, e não é”, adiantando que implica apenas dois centímetros de profundidade.
Na opinião da farmacêutica, a aquisição de autotestes para detetar a presença do SARS-CoV-2, que provoca a Covid-19, “vai começar a entrar na rotina” ainda que “para já, as perguntas é mais de saber o preço, se já recebemos e não tanto na aquisição”.
Esta terça-feira (dia 6), a farmácia Pinto de Campos também já recebeu a primeira encomenda de testes, com 25 unidades disponíveis para venda. A farmacêutica Marlene Assunção diz que “já tínhamos tido muitas solicitações, nomeadamente, até pelo telefone e pessoas que fizeram pré-reserva”.
Ainda que algumas estejam reservadas, “se houver saída podemos sempre adquirir mais” para dar resposta às necessidades da população.
Na Avenida Cidade de Aveiro, a Farmácia Costa só vendeu apenas um autoteste, desde que recebeu o primeiro lote no passado sábado. O farmacêutico adjunto, Rodrigo Saraiva, confessa que não sabe “se as pessoas preferem fazer na farmácia ou se desconhecem que já está disponível” até porque, a seu ver, “não se nota grande adesão”.
Ainda assim, há algumas farmácias que esperam pela chegada das primeiras encomendas. Em plena Rua do Comércio, a Farmácia Gastromil vai receber em breve as primeiras unidades. “Só encomendámos duas caixas, com 25 testes em cada uma porque não sabemos se vai ter ou não muita saída”, refere a diretora técnica, Alice Oliva.
Na Farmácia Viriato, junto à Avenida da Europa, ainda não há testes disponíveis para venda. “Só há uma marca no mercado que foi toda açambarcada pelos grandes grupos económicos e não chegou stock para as farmácias”, lança o proprietário da farmácia, Tiago Saraiva, confessando que desconhece o tempo que demorará a chegar o primeiro lote, apesar do pedido já ter sido feito.
Sem qualquer previsão para a data de inicio de venda de autotestes à Covid-19, o farmacêutico considera que “quando houverem mais marcas autorizadas, como o Infarmed comunicou existem 35 pedidos, se calhar será muito mais rápida a obtenção de autotestes”.
Quando lhe perguntámos sobre a adesão das pessoas aos novos testes, Tiago Saraiva admite que a maioria prefere realizar o teste junto de profissionais credenciados.
Na cidade de Viseu, há mais farmácias sem previsão de chegada das primeiras unidades: a Farmácia Gama, a Farmácia A Medicinal, a Farmácia Portugal, a Farmácia Vaz e a Farmácia Marques, entre outras.
Já em Santa Comba Dão, os autotestes à Covid-19 ainda não começaram a ser vendidos. No entanto, a diretora técnica da Farmácia Vasco da Gama, Carolina Pereira, diz que tem havido um atraso na distribuição de 25 testes rápidos devido à “grande afluência ao laboratório”.
“Estamos a aguardar a encomenda, mas devem chegar em breve”, diz. Em causa, segundo a farmacêutica, estão dois kits de autotestes que irão servir para medir a adesão a esta nova solução.
Além deste estabelecimento, também a Farmácia Carrilho ainda não recebeu os testes.
Já a diretora técnica da Farmácia Monteiro, Sandra Cardoso, adianta que a farmácia nem quer vender os autotestes, embora tenha havido procura. “Temos os testes de antigénio que fazemos na farmácia, mas não temos por opção os auto-testes. Achamos que a legislação ainda está muito vaga”, afirma.
Este estabelecimento vende apenas testes rápidos de antigénio, que são feitos na própria farmácia. Segundo Sandra Cardoso, o teste é feito em cada estabelecimento habilitado pela Entidade Reguladora da Saúde. “A farmácia está habilitada para fazer os testes e reportamos os resultados para o Instituto Ricardo Jorge e para o SNS”, afirma.
Sandra Cardoso diz que a farmácia que dirige fez 16 testes rápidos de antigénio, dos quais três acusaram positivo à Covid-19. “Os casos têm sido controlados porque temos contactado com os utentes e estes são encaminhados para isolamento e para a confirmação dos resultados”, explica.
A diretora da Farmácia Monteiro garante ainda que não há rutura de stock. “Temos pedido e recebido os testes normalmente conforme pedimos”, remata.
Os resultados positivos têm de ser reportados à linha de saúde e os negativos inseridos numa plataforma online, que ainda está em desenvolvimento.