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Azeite: produção aumenta, mas qualidade pode estar comprometida

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 Azeite: produção aumenta, mas qualidade pode estar comprometida - Jornal do Centro
30.12.21
fotografia: Jornal do Centro
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 Azeite: produção aumenta, mas qualidade pode estar comprometida - Jornal do Centro
30.12.21
Fotografia: Jornal do Centro
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 Azeite: produção aumenta, mas qualidade pode estar comprometida - Jornal do Centro

A qualidade do azeite produzido no distrito de Viseu pode estar comprometida. Os produtores queixam-se de que as azeitonas ficam várias semanas sem serem transformadas, o que pode prejudicar a qualidade do azeite.

A preocupação dos olivicultores, que temem que o setor colapse apesar do aumento da produção, é expressa por duas das principais cooperativas do setor da região.

António Balsa é presidente da cooperativa Castanheiro do Sul, em São João da Pesqueira, onde houve um aumento da produção este ano em comparação com os anos anteriores. Em declarações ao Jornal do Centro, o dirigente diz que a colheita resultou num “excesso muito grande de produção”, resultando em dificuldades na transformação da azeitona.

“Os agricultores todos foram recolher mais ou menos na mesma altura e os lagares não têm capacidade para transformar em tempo útil para que a qualidade não se perca. Mas o azeite vai ficar com baixa qualidade precisamente porque a azeitona não está a ser transformada no momento certo e está com duas, três semanas sem se poder transformar”, explica.

Segundo António Balsa, o problema é motivado pela pouca capacidade de receção do bagaço de azeitona por parte das transformadoras, uma situação que se veio a agravar este ano. A cooperativa Castanheiro do Sul recebia dois milhões de quilos do fruto, mas essa marca já foi superada este ano e a apanha ainda não terminou.

O dirigente acrescenta que as transformadoras já vieram a dizer queirão receber só um camião por dia “porque não têm capacidade de responder” a tanta procura.

António Balsa diz que este problema está a obrigar a aumentar os custos aos produtores. “Já há dois anos, quem quiser colocar o bagaço tem de pagar o transporte. É complicado porque os custos de transformação foram aumentados”, lembra.

Cooperativa de Nelas aumentou o preço do azeite

Já José Pedro Vaz, da Cooperativa de Olivicultores de Nelas, acredita que esta situação pode colapsar o setor e está a obrigar a aumentar os preços. “Já no Alentejo e no Douro, há lagares parados porque não conseguem transformar e a azeitona vai ficar nas oliveiras”, afirma.

Este dirigente refere que, na zona de Nelas, ninguém deixou de trabalhar mas com custos elevados de produção. “Nós, em Nelas, pagámos à volta de nove mil euros de transporte do bagaço”, diz.

Por isso, a Cooperativa de Nelas teve de aumentar o preço de venda “em dois cêntimos o quilo porque produzimos o azeite ao quilo para os cooperantes e tivemos de repercutir esse valor nos cooperantes para podermos subsistir”, assinala José Pedro Vaz.

O dirigente defende a atuação do Governo por causa da multiplicidade de lagares que se acumulam e que, segundo considera o próprio, estão até a provocar poluição.

“A solução era deixar de fazer mais fábricas, mas o Estado não deixa. Também são fábricas que contaminam e as coisas têm de ser bem feitas, com pés e cabeça. As pessoas queixam-se do cheiro e da contaminação nalguns terrenos que estão à volta dos lagares e o Estado tem de olhar para isto e tem de haver uma solução”, argumenta.

José Pedro Vaz fala de uma situação que já decorre há cerca de seis anos e lembra que, no Alentejo, a produção é muito elevada. “Há lagares a levar o bagaço para Mirandela, portanto o custo é brutal. Sessenta por cento do bagaço é água e andamos a pagar 20 euros por tonelada de água à espera que fique resolvido, senão não se consegue aguentar”, remata.

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