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Barragem de Fagilde só tem água para cinco meses

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 Barragem de Fagilde só tem água para cinco meses - Jornal do Centro
14.02.22
fotografia: Jornal do Centro
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 Barragem de Fagilde só tem água para cinco meses - Jornal do Centro
14.02.22
Fotografia: Jornal do Centro
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 Barragem de Fagilde só tem água para cinco meses - Jornal do Centro

A Barragem de Fagilde só tem água para cinco meses de abastecimento às populações, revela Carlos Tomás, diretor dos Serviços Municipalizados de Águas e Saneamento de Viseu.

A revelação foi feita na véspera de uma reunião com os autarcas de Viseu, Mangualde, Penalva do Castelo e Nelas para debater o futuro da empresa intermunicipal Águas da Região de Viseu, em plena seca. Os quatro concelhos são abastecidos pela albufeira de Fagilde.

Carlos Tomás considera que as últimas chuvas não tiveram qualquer impacto na barragem, que está hoje na sua capacidade máxima, já com as ensecadeiras (estruturas de contenção) ativadas, armazenando 3,8 milhões de metros cúbicos de água.

Em declarações ao Jornal do Centro, o diretor diz que a albufeira tem hoje “um volume de armazenamento na ordem dos 135 por cento”.

“Isto quer dizer que, quando o nível de armazenamento atinge nos 100 por cento, subimos um metro as ensecadeiras no descarregador de superfície. Portanto, armazenou-se mais 35 por cento. E, de acordo com os consumos do ano passado nestes meses, o volume de água armazenado dará sensivelmente para cinco meses se não chover”, explica.

Carlos Tomás lembra que as previsões do tempo para os próximos dias apontam para que, pelo menos, haja pouca precipitação na região como aquela que ocorreu no passado domingo (13 de fevereiro), “o que não tem qualquer significado para a albufeira”.

O pior ano foi 2017, altura em que a barragem esvaziou quando o distrito estava em seca extrema. No entanto, Carlos Tomás não se recorda de um ano com tão pouca chuva e um tempo tão seco no inverno.

Mesmo assim, o diretor dos SMAS entende que a elevada precipitação ocorrida em outubro último, no início do ano hidrológico, está a salvar nesta altura a região da falta de água.

“Se não tivesse chovido em outubro, já não teríamos água na albufeira de Fagilde. Mas conseguiu-se garantir um caudal do rio significativo na ordem dos 100 mil metros cúbicos por dia e que ainda existe atualmente”, reconhece.

Carlos Tomás espera que ainda chova nos meses de março, abril e maio e diz que, se a seca continuar, é preciso voltar a adotar as medidas tomadas em 2017. A Câmara de Viseu já avançou com uma campanha de sensibilização junto da população para evitar desperdícios, mas o diretor dos SMAS avisa que os serviços ainda podem tomar mais medidas de contenção.

“Podemos fazer redução de perdas, redução de pressões e, se for necessário, diminuir os caudais durante a noite para as zonas limítrofes. Depois, podemos recorrer a outras medidas menos eficazes, mas as mais eficazes são estas”, diz.

Quanto ao uso da água tratada na ETAR Viseu Sul, Carlos Tomás refere que ela poderá vir a ser reutilizada, mas apenas para o consumo industrial. “Os estudos estão todos feitos e já sabemos quais os procedimentos a adotar. Agora, só é necessário recorrer a esses procedimentos para garantir o abastecimento da água às indústrias com maior consumo”, conclui.

Para esta terça-feira (15 de fevereiro), em Viseu, está agendada uma reunião entre autarcas dos quatro concelhos abastecidos pela barragem de Fagilde, em que se vai debater o futuro da empresa intermunicipal que junta Viseu, Mangualde, Penalva do Castelo e Nelas.

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