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Barragem do Vilar que quase esvaziou está a mais de metade da capacidade

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 Barragem do Vilar que quase esvaziou está a mais de metade da capacidade - Jornal do Centro
20.12.22
fotografia: Jornal do Centro
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 Barragem do Vilar que quase esvaziou está a mais de metade da capacidade - Jornal do Centro
20.12.22
Fotografia: Jornal do Centro
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 Barragem do Vilar que quase esvaziou está a mais de metade da capacidade - Jornal do Centro

A Barragem de Vilar, no norte do distrito de Viseu, já tem mais de metade de água armazenada. A albufeira que abastece Moimenta da Beira, Sernancelhe e Tabuaço está agora a 61 por cento de capacidade máxima, segundo dados do Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos (SNIRH).

Em comparação com o final de novembro, a Barragem de Vilar registou uma subida de 33 por cento. Durante vários meses, a albufeira registou a cota mais baixa do distrito e uma das mais reduzidas do país, chegando a ter apenas 13 por cento de água armazenada.

As chuvas das últimas semanas permitiram que os valores voltassem a subir na albufeira.

Ao Jornal do Centro, o presidente da Junta de Vilar, em Moimenta da Beira, fala em boas notícias para os habitantes dos concelhos servidos pela barragem. Segundo o autarca, o aproveitamento deve ter ainda mais água do que os dados avançados no último relatório sobre o estado das barragens em Portugal.

“A água deve faltar pouco para chegar até às comportas, faltam entre os 2,5 metros e os 2,8 metros. A barragem tem metido muita água, está a subir uma média de 30 a 40 centímetros diários graças às chuvas das últimas semanas”, refere António Nascimento.

O autarca acredita que o Vilar vai encher até ao final do ano, mesmo que pare de chover até lá.

“As perspetivas são animadoras”, garante, acrescentando que se o cenário de seca não se tivesse invertido “ia ser um problema” para os habitantes e produtores de maçã, que vão buscar água à albufeira para regar os pomares.

“Se isto assim continuasse a produção da fruta ia ter problemas, ia ser afetada porque não haveria água”, conclui.

As outras barragens da região
Não foi só em Vilar que a água subiu. De acordo com o SNIRH, à data de ontem (19 de dezembro), a albufeira com mais capacidade armazenada em todo o distrito é a de Varosa, no concelho de Lamego.

Esta barragem contabiliza uma capacidade de 90 por cento. Na semana passada, Varosa chegou a registar uma subida de mais de 8 metros na cota. No final de novembro, registava uma capacidade de 81 por cento.

Já a Barragem de Ribeiradio, em Oliveira de Frades, subiu três por cento face a novembro, registando agora uma cota de 87 por cento.

A albufeira da Aguieira, no sul do distrito, está a 70 por cento de capacidade, apresentando os mesmos valores em comparação com o final do mês anterior.

Já Fagilde, que abastece os concelhos de Viseu, Penalva do Castelo, Mangualde e Nelas, é agora a barragem com a cota mais baixa da região, estando com apenas 37 por cento da capacidade. As comportas foram abertas porque o caudal do rio “é muito grande”, podendo causar danos na infraestrutura.

Fonte dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Viseu disse que, com a água que corre atualmente no Dão, Fagilde enche num dia.

Segundo o último relatório do SNIRH, registou-se ontem um aumento na capacidade total de água no país para os 77 por cento. Entre 12 e 19 de dezembro, verificou-se um aumento de 1.561 hectómetros cúbicos nas barragens de Portugal.

Em comparação com o documento anterior, houve uma subida do volume armazenado em 15 bacias hidrográficas. Das albufeiras monitorizadas, 53 por cento apresenta disponibilidades hídricas superiores a 80 por cento do volume total e 15 por cento têm disponibilidades inferiores a 40 por cento.

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