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Onze das doze pessoas que foram detidas esta quarta-feira (3 de novembro) pela GNR no âmbito de uma investigação de burla são de Tarouca. Os detidos são seis homens e seis mulheres com idades compreendidas entre os 22 e os 53 anos.
A força policial conseguiu que alegadamente enganava empresas e pessoas por causa de ofertas de emprego e prestação de serviços em áreas como a construção civil. Ao todo, doze pessoas foram detidas não só em Tarouca mas também em Barcelos.
A investigação foi feita pela GNR de Vila Real. O major Eduardo Lima, relações públicas deste comando, revela ao Jornal do Centro que a investigação começou “em junho deste ano, motivada por uma burla”.
Os burlões colocavam anúncios em jornais para recrutar pessoal para trabalhar no estrangeiro. Quem respondia acabava por entregar ao suposto empregador dinheiro que seria para pagar as viagens e outras despesas decorrentes da contratação, nomeadamente os testes Covid. Mais tarde verificaram que as ofertas de emprego afinal não existiam.
Foi possível apurar ainda que os “suspeitos, após contacto com as empresas, faziam-se passar por trabalhadores ou chefes de equipas com funções iguais às que eram solicitadas nos anúncios, conseguindo assim, desta forma elevadas quantias em dinheiro, através de transferências bancárias, que serviriam para pagar a viagem até ao local”.
A investigação teve início em junho, após denúncia de uma burla a um idoso em Murça, distrito de Vila Real, que se queixa de ter perdido 16.800 euros.
A GNR disse ainda que, no âmbito deste processo, investigou “dezenas de burlas a pessoas e empresas em Portugal e noutros países europeus”.
Hoje foram realizadas quatro buscas domiciliárias e ainda quatro buscas não domiciliárias (em viaturas), que resultaram na apreensão de 23 telemóveis, 26 cartões de telemóvel, 460 euros em numerário, uma viatura e vários documentos e anotações.
Segundo a GNR, no decorrer da ação foram ainda “congeladas 10 contas bancárias” associadas a esta investigação de burlas.
“Ainda estamos a apurar o número total de burlados e temos a convicção de que poderão haver outros cidadãos que ainda não se manifestaram, mas sabemos que são algumas dezenas de empresas e cidadãos quer em Portugal quer em outros países da Europa”, acrescenta Eduardo Lima.
Os detidos vão ser presentes na quinta-feira a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Vila Real.
A operação realizada hoje envolveu dezenas de operacionais e contou com o reforço da Unidade de Intervenção, através do Grupo de Intervenção e Ordem Pública (GIOP) e do Grupo de Intervenção e Operações Especiais (GIOE), dos Comandos Territoriais de Vila Real, Viseu, Porto e Braga e ainda com o apoio da PSP.