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Oito meses depois de tomar posse como vereador na Câmara de Tondela João Duarte pediu a suspensão do mandato por um ano. O eleito pelo PSD alegou motivos profissionais para apresentar este pedido de suspensão.
João Duarte, bancário de profissão, entrou para o executivo municipal em fevereiro deste ano na sequência do pedido de suspensão apresentado pelo até então presidente da Câmara, José António Jesus, que em novembro do ano passado foi condenado por um crime de peculato e dois de falsificação de documento.
O até agora vereador estava responsável pelos pelouros do desporto; movimento associativo desportivo e infraestruturas desportivas; telecomunicações; informática; BUPI; metrologia, comércio e serviços e juventude.
João Duarte deverá ser substituído por Francisco Fonseca, que era o sétimo da lista do PSD à Câmara nas últimas autárquicas. O Jornal do Centro tentou sem sucesso ouvir o antigo líder da JSD tondelense.
Quem já reagiu a esta nova mudança no executivo municipal de Tondela foram os vereadores do PS. Em comunicado, os socialistas dizem que esta troca de cadeiras representa “uma mudança de mais de 75% dos eleitos do PSD nas últimas eleições autárquicas”.
“Isto significa que a lista do PSD era uma espécie de lista do faz de conta. Se utilizássemos a linguagem `popularucha´ que o PSD usa a nível nacional, diríamos que a candidatura do PSD à Câmara Municipal de Tondela, foi uma fraude política”, afirmam.
“A conjugação dos sucessivos pedidos, evidencia a todos os tondelenses, que o PSD foi leviano e irresponsável ao propor uma lista de candidatos, que não dava garantia alguma de ter um programa coerente e capacidade de execução”, frisam.
Na opinião dos vereadores da oposição, “o PSD concelhio e nacional têm de assumir as suas responsabilidades políticas, pela situação que criaram na Câmara Municipal de Tondela, que tem hoje uma equipa executiva muito fragilizada, com sérias repercussões na capacidade de proposição e execução de projetos”.
Em resposta aos socialistas, a presidente da concelhia do PSD de Tondela, Vera Machado, diz que a reação da oposição “é uma demonstração incompreensível de quem tem falta de argumentos e ideias sobre a gestão autárquica”.
A também vereadora no executivo lamenta ainda que o PS ponha em causa “a legitimidade democrática de uma lista que foi a eleições”, revelando “uma grosseira falta de conhecimento da democracia”.
“Apelamos ao PS que se concentre nas escolhas políticas e não em discutir a legitimidade de pessoas que foram tão candidatos como eles.
Basta olhar para a bancada parlamentar do PS na Assembleia da República, onde a composição atual de deputados é completamente diferente de todos aqueles que iam nos lugares cimeiros nas legislativas”, conclui Vera Machado.