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O espetáculo “CAR12, à bolina”, do Trigo Limpo Teatro ACERT, estreia em 12 de novembro e abre a 32.ª edição do Festival Internacional de Teatro ACERT (FINTA), que durante seis dias apresenta em Tondela 29 momentos artísticos de 15 companhias de Portugal, Espanha, França, Bélgica e Moçambique.
O novo espetáculo marca o regresso ao palco de Miguel Cardoso e André Cardoso, cinco anos depois de terem estreado “CAR12, a grande viagem”, uma criação que percorreu o país.
“CAR12, à bolina” propõe uma nova viagem construída a partir de instrumentos improváveis e objetos que muitos considerariam desperdício, numa narrativa sem palavras em que sons e música dão forma à história.
“É com uma alegria imensa” que a ACERT assinala o regresso das estreias do Trigo Limpo Teatro ACERT ao primeiro dia do festival, destacou o codiretor da estrutura, Pompeu José, durante a apresentação do programa.
O FINTA decorre este ano em dois fins de semana, entre 12 e 14 e entre 19 e 21 de novembro, num programa que reúne 23 apresentações e seis “aperitivos teatrais”, estes últimos espetáculos de curta duração.
Entre as cinco estreias previstas estão ainda duas criações concebidas como uma oferta à ACERT, que assinala este ano cinco décadas de atividade. A companhia galega Chévere apresenta uma “Ultranoite galega”, num espetáculo único que pretende celebrar uma amizade iniciada com a ACERT em 1995.
Também em apresentação única, o artista belga Bernard Massuir leva ao palco “Parabéns ACERT”, uma criação preparada especialmente para assinalar os 50 anos da instituição.
O festival apresenta ainda “Cassandra”, de Rafaela Miranda, uma jovem criadora de Tondela que iniciou o seu percurso no grupo de teatro da Escola Secundária de Tondela Na Xina Lua.
A quinta estreia é protagonizada pelo Grupo Tribal, de Silgueiros, no concelho de Viseu, que apresenta “Onde nascem as asas”, também como homenagem aos 50 anos da ACERT e integrado nos “aperitivos teatrais” do festival.
A programação foi apresentada pela programadora Sandra Santos, que destacou a diversidade das propostas e o cruzamento do teatro com outras linguagens artísticas, nomeadamente a música, a poesia, a manipulação de objetos, o ‘clown’ e o novo circo.
O FINTA mantém ainda a aposta na descentralização das apresentações, levando espetáculos a lares e centros de dia do concelho de Tondela e, este ano, também aos jardins-de-infância mais afastados da sede do concelho.
A programação combina artistas e companhias com ligações de longa data à ACERT com novos criadores, numa edição que pretende igualmente celebrar os 50 anos da estrutura cultural de Tondela, através de reencontros e novas criações.