Weathered stone chapel with arched doorway and red-tiled roof, in a sunny courtyard.
Panel discussion at a charity/event inside a fire station, with a red fire truck behind and banners on the table centerpiece.
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A sunny riverside beach with people sunbathing under straw umbrellas on a sandy shore, next to a calm green river framed by forested hills.
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Cenógrafo José Manuel Castanheira expõe em Tondela sobre 50 anos de carreira

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Aerial view of a sandy beach with large stone letters forming a message, promoting recycling; below, the slogan 'Começa por reciclar as desculpas' and a call to action with a URL.
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 Cenógrafo José Manuel Castanheira expõe em Tondela sobre 50 anos de carreira

A propósito dos 50 anos de carreira, o cenógrafo José Manuel Castanheira terá na ACERT, em Tondela, uma exposição que será inaugurada no primeiro dia do Festival Internacional de Teatro (Finta), anunciou esta quarta-feira (18 de outubro) a organização.

“Com inauguração marcada para o primeiro dia do Finta e até dezembro teremos uma exposição na galeria da ACERT, de José Manuel Castanheira, um dos mais conceituados cenógrafos portugueses”, anunciou Sandra Santos.

A atriz, responsável pela programação da 29.ª edição do Finta, que decorre entre 15 e 18 de novembro, destacou, na apresentação da programação do festival, que a exposição marca os 50 anos de carreira que o cenógrafo celebra este ano.

“Na exposição, o público poderá ver desenhos e maquetas dos cenários que José Manuel Castanheira criou para muitos dos espetáculos” realizados, acrescentou a coordenadora da programação do Finta.

José Tavares, responsável pela organização da exposição “A vida das ideias ou arquivo da sobrevivência”, esclareceu que a mostra “está a ser pensada e trabalhada em conjunto” entre a ACERT e José Manuel Castanheira.

“É uma exposição pensada para a nossa galeria e que terá mais de 60 desenhos dele, muitas maquetas, algumas delas serão cedidas pelo Museu Nacional de Teatro de Dança, que acolhe cerca de 40 da sua autoria”, desvendou José Tavares.

Este responsável acrescentou que da mostra também fazem parte “dois vídeos sobre a sua obra” e, “não querendo fazer uma antologia dele, porque a ACERT não teria espaço para isso, pretende representar um bocadinho do seu trabalho”.

No dossiê de imprensa cedido aos jornalistas, José Manuel Castanheira escreveu que “o desenho à mão foi sempre uma constante” e admitiu que o desenho o “ensina a ser, a ler, a mostrar, a organizar as ideias, que são muitas”.

José Manuel Castanheira nasceu em 1952, em Castelo Branco, e é arquiteto, cenógrafo, pintor e professor.

A estreia como cenógrafo deu-se em 1973, com o Grupo de Iniciação Teatral da Trafaria, na peça “Os pequenos burgueses”, tendo, desde então, trabalhado em mais de 100 espetáculos, segundo a informação disponível na base de dados do Centro de Estudos de Teatro da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Várias vezes premiado ao longo da carreira, José Manuel Castanheira conquistou, por exemplo, o prémio de melhor cenografia do ano, em 1980, com “O Tio Vânia”, encenado por Rogério de Carvalho, e o prémio do jornal A Capital para melhor cenário, em 1990, por “Rei Lear”, encenado por Carlos Avilez.

Em 1989, o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian apresentou uma exposição do seu trabalho como cenógrafo, intitulada “O Espaço Memória”, tendo também sido alvo de uma mostra no Centro Georges Pompidou, em Paris, em 1993.

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