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Centenas de armadilhas contra a vespa asiática. Produção de mel afetada

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 Centenas de armadilhas contra a vespa asiática. Produção de mel afetada - Jornal do Centro
15.12.21
fotografia: Jornal do Centro
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 Centenas de armadilhas contra a vespa asiática. Produção de mel afetada - Jornal do Centro
15.12.21
Fotografia: Jornal do Centro
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 Centenas de armadilhas contra a vespa asiática. Produção de mel afetada - Jornal do Centro

Centenas de armadilhas contra a vespa asiática vão ser instaladas brevemente no concelho de Oliveira de Frades, onde a presença desta espécie invasora aumentou no último ano.

O objetivo passa por conter a proliferação da praga que, segundo a autarquia local, tem provocado “graves danos” na apicultura e na agricultura.

Márcio Pereira, coordenador da Proteção Civil municipal de Oliveira de Frades, refere ao Jornal do Centro que os ninhos da vespa asiática tiveram um aumento que classifica como “excecional” neste ano.

“Ainda desconhecemos as causas, mas também está em linha com o que temos verificado nos concelhos vizinhos porque temos estado em contacto para perceber a evolução desta praga e também aqui tem-se registado um crescimento dos ninhos”, afirma.

Márcio Pereira recorda que, em Oliveira de Frades, os primeiros ninhos foram identificados em 2016 “embora tenhamos avistado vespas no ano anterior”.
“Desde 2016, tivemos sempre algum crescimento ano após ano até 2018. Entretanto, em 2019 e 2020, tivemos grandes decréscimos nos ninhos identificados e eliminados”, relata.

Segundo o próprio, a produção de mel no concelho já foi afetada por causa do aumento das vespas. “Tenho falado com vários apicultores um pouco por todo o concelho e todos são unânimes em referir que a existência desta praga tem influenciado toda a atividade”, acrescenta.

A Câmara de Oliveira de Frades tem adotado medidas nos últimos anos e vai reforçar essas iniciativas. Agora, no âmbito de uma candidatura feita em parceria com a CIM Viseu Dão Lafões, a autarquia de Oliveira de Frades vai avançar no próximo ano com “novas ações de forma a tentar mitigar e controlar” a vespa velutina.

“Iniciamos logo em janeiro com a aplicação de um conjunto muito vasto de armadilhas que vão ser monitorizadas ao longo dos primeiros meses e, depois, vamos adquirir novos equipamentos de proteção individual, destruição e controlo de ninhos e iremos fazer ações de sensibilização junto dos apicultores e da restante comunidade”, explica Márcio Pereira.

O coordenador da Proteção Civil municipal lembra que, desde 2015, o município tem feito “um conjunto de iniciativas de forma a informar a comunidade sobre a existência desta praga, como identificá-la e os cuidados a ter na abordagem aos ninhos”.

Este ano já foram registados 355 ninhos de vespa asiática no concelho: 96 na União de Freguesias de Oliveira de Frades, Souto de Lafões e Sejães, 60 em Arcozelo das Maias, 46 em Ribeiradio, 42 em Pinheiro, 41 em Destriz e Reigoso, 39 em São Vicente de Lafões, 16 em São João da Serra e 15 em Arca e Varzielas. Em 2020, o número de ninhos rondava os 161.

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