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Há queixas de falta de aquecimento no centro de vacinação do Pavilhão Multiusos, em Viseu. Além do frio, uma avaria no sistema de aquecimento deixou utentes e pessoal destacado para a vacinação a “bater o dente”.
Ao que o Jornal do Centro conseguiu apurar, os enfermeiros do centro estão a levar aquecedores de casa para manter quentes as boxes onde são administradas as vacinas.
O problema é ainda maior para os idosos e também para as pessoas que têm de tirar a roupa para a toma da vacina contra a Covid-19.
Segundo as queixas, no passado fim de semana estava “um frio de cortar” no Pavilhão.
Além disso, também não ajuda o facto de as portas estarem sempre abertas por razões de segurança sanitária, mesmo que o sistema de aquecimento esteja ligado ou não.
O sindicalista Alfredo Gomes, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, disse que as queixas já eram de esperar e que a situação “não é de agora”.
“O sistema de aquecimento do centro, por ser em regime de porta aberta e pelo seu espaço, não é minimamente adequado para este tipo de atividades e, portanto, obriga a que quem lá trabalha e quem lá vai não esteja muito confortável com a temperatura ambiente do edifício, mas são situações que já eram previsíveis porque uma estrutura como o Multiusos não foi criada para estas atividades”, afirmou em declarações ao Jornal do Centro.
Alfredo Gomes referiu também que os enfermeiros levam os aquecedores porque sentem-se obrigados ter estes equipamentos “para se sentirem minimamente confortáveis”.
“Estar lá sentado num espaço onde não tem as mínimas condições de temperatura ambiente não é muito agradável e eles veem-se na obrigação de, dentro dos possíveis, levar alguma coisa que torna a situação menos desagradável”, acrescentou.
O Sindicato dos Enfermeiros entende que, caso não sejam criadas as condições mínimas para garantir o conforto dos profissionais e dos utentes, o centro de vacinação terá de mudar de local.
Alfredo Gomes reconheceu que, no verão, justificava-se a instalação no Multiusos “até porque o número de pessoas para vacinar era manifestamente grande e era perfeitamente viável fazer-se num espaço destes”.
“Agora, no inverno, com as temperaturas que a gente sabe como estão, principalmente nestes últimos dias, aquele espaço não tem as mínimas condições. Das duas uma, ou se recua o espaço e se criam as condições mínimas para quem lá está a trabalhar e quem vai levar a vacina, ou então, se não se consegue criar condições naquele espaço, não devem faltar outros espaços em Viseu que sejam mais adequados e que tornem as coisas mais confortáveis”, reforçou.
O sindicalista lembrou que os centros de vacinação são uma decisão política e que, na hora de decidir, as autarquias estabelecem como prioridade “a quantidade de pessoas que se vacinem e não a qualidade do que se faz”.
Alfredo Gomes também afirmou que os profissionais que foram alocados para os centros de vacinação “estão a fazer horas em cima de horas”.
Contactada, a direção do Agrupamento de Centros de Saúde Dão Lafões remeteu respostas para a Câmara de Viseu.
Em resposta, o município adiantou que o sistema de aquecimento teve uma avaria, mas que a situação ficou reposta no decorrer do fim de semana e verificada já esta segunda-feira (dia 24) pelos serviços.
O Pavilhão Multiusos é uma infraestrutura municipal que foi inicialmente transformada em hospital de campanha, no início da pandemia, e, mais tarde, em centro de vacinação, num acordo entre a autarquia e a administração regional de saúde.