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Eleger a direção da União de Sindicatos de Viseu (USV) e definir um conjunto de orientações para a atividade sindical do distrito de Viseu no triénio 2023/2026 são alguns dos pontos do congresso que se realiza esta sexta-feira (24 de novembro), em Viseu.
A União de Sindicatos de Viseu, estrutura intermédia da CGTP, reuniu pela última vez em 2020 e volta agora a organizar o congresso numa altura em que o país atravessa uma crise política, depois da demissão do primeiro-ministro, António Costa. No distrito de Viseu, segundo dados da USV, existem mais de 20 mil trabalhadores sindicalizados.
“Este congresso, enquanto congresso de uma estrutura sindical, ganha particular importância no momento que atravessamos no país”, começa por sublinhar Francisco Almeida, da direção da USV.
Contudo, o sindicalista lembra que o contexto atual, que obriga o país a ir a eleições no próximo ano, “não pode fazer esquecer nenhuma das reivindicações dos trabalhadores portugueses, nomeadamente, o aumento geral dos salários e pensões e a garantia do cumprimentos dos direitos dos trabalhadores”, sublinha.
Francisco Almeida destaca ainda que tudo isto não pode ser esquecido “até porque o governo se encontra na plenitude das suas funções e, também, pelo facto de que um grande número de trabalhadores para ter um aumento salarial não está dependente do Governo”.
“O Governo tem uma influência decisiva quando decreta aumentos na função pública que, em regra, servem de guia para outros aumentos no setor privado. Mas, a maioria dos trabalhadores portugueses está dependente da negociação coletiva, dos resultados dessas negociações com os patrões e, portanto, a afirmação dessa reclamação dos trabalhadores no sentido do aumento geral dos salários mantém-se atual e não tem a ver com o facto de haver ou não eleições”, explica.
Francisco Almeida lembra que, no que diz respeito aos salários, 55% dos trabalhadores do distrito de Viseu recente entre os 601 e os 800 euros. Já as pensões na região “estão muito abaixo das pensões a nível nacional”.
“Um documento que vai ser apresentado ao congresso começa por dizer que o distrito perdeu cerca de 13.400 habitantes e que há uma precariedade muito grande, sendo que entre os 16 e os 24 anos os vínculos precários chegam aos 57%. Os salários entre os 601 e os 800 euros abrangem 55% dos trabalhadores do distrito e as pensões de invalidez rondam os 341€ e por velhice os 360€”, lamenta.
Já quanto às propostas do governo neste novo Orçamento de Estado – que começa hoje a ser votado – e no que toca ao aumento salarial, Francisco Almeida diz que “o aumento de 3% é um valor que não acompanha a taxa de inflação”. Além disso, o documento “não tem proposta nenhuma para as carreiras, para os professores, enfermeiros e muitos outros”.
Congresso define estratégia para o próximo triénio
Quanto ao congresso, que acontece no Auditório Mirita Casimiro, em Viseu, Francisco Almeida diz que este irá servir, além da eleição da direção da USV, “para definir um conjunto de orientações para a atividade sindical do distrito de Viseu”.
O objetivo, refere, “passa por reforçar a organização sindical, elegendo mais delegados sindicais, sindicalizando mais trabalhadores, intervindo em zonas de grandes concentrações de trabalhadores, como as zonas industriais de Vouzela, Oliveira de Frades, Campo de Besteiros, Tondela, Mangualde, Nelas ou Viseu”.
“Cá estamos para apontar caminho para o reforço da organização sindical e para aumentar a capacidade dos trabalhadores de reclamar os seus direitos, o aumento de salários e das pensões”, concluiu.