No coração verde do concelho de Viseu, Côta é uma aldeia onde…
Nasceu, em Cinfães, a Quinta da Maria, um projeto turístico com alma…
No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…
O Cine Clube de Viseu (CCV) arranca este mês com o ciclo de cinema “Sinais de Fogo”, uma programação que propõe refletir sobre a atualidade global “conturbada e polarizada” através de quatro produções internacionais, anunciou a organização.
A iniciativa, que decorre ao longo do mês de novembro com sessões semanais às quintas-feiras no Auditório do IPDJ, aborda temáticas como a repressão, as vagas migratórias, a censura e os conflitos bélicos. As obras selecionadas oferecem ao espetador “uma visão mais próxima e justa da realidade”, cruzando perspetivas sobre contextos geográficos que vão do Médio Oriente a Cuba, passando por Portugal e Espanha.
O programa arranca a 5 de novembro com a exibição de Soy Cuba (1964), um clássico de Mikhail Kalatozov resultante de uma colaboração entre as indústrias cinematográficas soviética e cubana. O filme, que retrata as vésperas da revolução cubana e a contestação da classe trabalhadora à exploração económica, foi alvo de um restauro histórico apoiado pelos realizadores Martin Scorsese e Francis Ford Coppola.
A produção cinematográfica nacional estará em destaque a 12 de novembro com O Jacaré, a mais recente longa-metragem de Basil da Cunha. Nomeada para Melhor Filme no Festival de Locarno 2026, a obra cruza elementos de comédia, policial e drama, tendo sido rodada com os próprios residentes do bairro da Reboleira, nos arredores de Lisboa, num cenário marcado por operações de demolição.
Para o dia 19 de novembro está agendada a exibição de A Bola Negra, uma produção franco-espanhola assinada por Javier Calvo e Javier Ambrossi. Distinguido com o prémio de Melhor Realização no Festival de Cannes 2026, o filme centra-se na memória queer, na figura do poeta Federico García Lorca e no impacto social da Guerra Civil Espanhola.
O ciclo encerra a 26 de novembro com a longa-metragem iraniana Uma Mãe e o seu Filho, do realizador Saeed Roustaee, que também integrou a seleção oficial do Festival de Cannes deste ano. O drama acompanha o percurso de Mahnaz, uma enfermeira que luta por justiça após uma sucessão de crises familiares e escolares no Teerão.
Paralelamente às sessões de cinema, a Casa da Ribeira acolhe a partir deste mês uma exposição de cartazes desenvolvidos por alunos de escolas locais, inspirados nas curtas-metragens do programa infanto-juvenil “Pequeno Cinema”.