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Worker applies a green circular car sticker to the windshield of a white van in an industrial workshop.
Doctor in a white coat with a stethoscope consults a patient, writing on a clipboard at a desk.
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A sunny riverside beach with people sunbathing under straw umbrellas on a sandy shore, next to a calm green river framed by forested hills.
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Cineclube de Viseu lamenta falta de apoios do Estado

Aerial view of a sandy beach with large stone letters forming a message, promoting recycling; below, the slogan 'Começa por reciclar as desculpas' and a call to action with a URL.
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 “Se acharmos que entrámos em modo ketchup, estamos mais perto de dar tiros nos pés”, sublinha treinador do Tondela
14.04.21
fotografia: Jornal do Centro
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14.04.21
Fotografia: Jornal do Centro
Aerial view of a sandy beach with large stone letters forming a message, promoting recycling; below, the slogan 'Começa por reciclar as desculpas' and a call to action with a URL.
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 Cineclube de Viseu lamenta falta de apoios do Estado

Esta quarta-feira (14 de abril) celebra-se o Dia do Cineclube. Nesta data, o Jornal do Centro ouviu os anseios e as queixas do Cineclube de Viseu, que lamenta a falta de apoios do Estado a estas estruturas que divulgam o cinema um pouco por todo o país.

O Cineclube de Viseu foi fundado em 1955 e é, por isso, um dos mais antigos cineclubes em atividade em Portugal. A instituição cinéfila tem divulgado novos autores e estilos de cinema, juntamente com a exibição do cinema clássico, a publicação de livros e revistas e a realização de ações de formação e educação nas escolas e do festival Vistacurta.

Em declarações ao Jornal do Centro, o dirigente do Cineclube, Rodrigo Francisco, lamenta que não haja apoios concretos do Estado para os cineclubes numa altura em que os espaços culturais estiveram encerrados por causa de dois confinamentos decretados face à pandemia.

“Constatamos que não se encaram estes espaços alternativos como muito importantes porque não há medidas concretas. Nunca fomos contactados por ninguém para ver se precisávamos de ajuda, de álcool-gel, de vinil ou para ajustar alguma medida. Não é uma preocupação do Ministério (da Cultura), nem de outras entidades”, lamenta.

Com o segundo confinamento e mesmo com o país já a abrir, Rodrigo Francisco admite ainda que muitos dos espaços que se dedicam à exibição e divulgação do cinema independente podem deixar de projetar filmes.

“Nós sabemos, pela crise anterior, que houve salas que tiveram dificuldade em abrir. O que nos parece é que o cenário não vai ser diferente em 2021. Estas duas pausas num período tão curto foram tão violentas de tal modo que, se não existir um apoio firme e se não se entender que é importante defender estruturas não-lucrativas que divulgam cinema, alguns espaços não vão conseguir reabrir”, alerta.

Os cinemas e teatros deverão retomar a atividade a partir da próxima segunda-feira (19 de abril). O Cineclube de Viseu regressa às sessões a 22 de abril, com a antestreia do filme português “Prazer, Camaradas!” de José Filipe Costa, “um filme que foi prejudicado pela pandemia porque já estava pronto e não pôde sair em sala”.

“Quisemos marcar propositadamente este filme que aborda um período histórico muito vivo de Portugal, o pós-25 de abril, e quisemos regressar em abril com um filme de um realizador próximo do Cineclube. Depois, voltaremos a ter sessões às quintas-feiras como era habitual”, conclui Rodrigo Francisco.

O Cineclube vai ainda continuar com as sessões online organizadas em conjunto com o Instituto Politécnico de Viseu. As sessões presenciais voltarão a decorrer no auditório do Instituto Português do Desporto e da Juventude de Viseu.

Não há Cinema na Cidade este ano

Também por causa da falta de financiamento, o Cineclube de Viseu não vai realizar este ano o Cinema na Cidade no formato original, que marcava a agenda cultural da cidade na altura do verão.

Rodrigo Francisco admite que as sessões de cinema ao ar livre perderam financiamento municipal e que, por isso, o projeto vai sofrer uma alteração.

“É uma atividade que exige um esforço financeiro grande, mas não o podemos fazer este ano porque não existe financiamento. Vamos ter de ajustar para um figurino diferente, ou seja, haverá na mesma a tradição do cinema ao ar livre porque tem de haver e já existe desde 1982”, afirma.

“Estamos a falar de uma atividade que já fez sessões para 450 pessoas. Não vamos poder fazê-lo. Desta vez, vamos envolver menos gente e, provavelmente, vamos ter de transferir de local. Já fizemos sessões no claustro do Museu Grão Vasco, que se vai manter porque é possível do ponto de vista técnico. Poderemos não conseguir fazer as sessões de maior formato, mas ainda não é certo”, remata o dirigente do Cineclube.

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