No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…
Reza a lenda que foi um árabe, há mais de mil anos,…
Seguimos caminho por Guimarães, berço de Portugal e guardiã de memórias antigas….
O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, disse ontem (7 de novembro), no parlamento, que o Governo não excluí a possibilidade de Viseu vir a ser servido pela linha da Beira Alta, corredor ferroviário que está atualmente em obras.
A posição foi transmitida pelo governante após ser questionado pelos deputados eleitos pela região sobre a ferrovia e rodovia, numa audição conjunta das comissões de Economia e Finanças, Economia, Obras Públicas, Planeamento e Habitação a propósito da proposta do Orçamento do Estado para 2023 (OE2023).
“Nós não desistimos da ligação Aveiro – Viseu – Guarda – Salamanca, porque achamos que é um eixo fundamental de ligação da região Centro e Norte à rede transeuropeia ferroviária, mas não excluímos a possibilidade de estudar a ligação de Viseu à linha da Beira Alta”, explicou Pedro Nuno Santos.
“O corredor Aveiro – Viseu – Guarda é uma ambição que temos, mas é uma ambição que demorará algum tempo a ser concretizada e, por isso, teremos que tentar encontrar uma solução que possa permitir pelo menos a Viseu integrar a rede ferroviária nacional, mais cedo do que a concretização desse importante corredor”, afirmou, salientando que Vila Real e Bragança, as outras duas capitais de distrito que não são servidas de comboio, também “não estão esquecidas”.
IP3 está atrasado, mas Governo diz que não está “a dormir”
Em relação ao IP3 e às obras de requalificação da estrada que liga Viseu a Coimbra, que o Governo chegou a dizer que estariam prontas em 2024, o titular da pasta das obras públicas não escondeu os atrasos no projeto, mas garantiu que a tutela não tem estado “a dormir” ou “a olhar para a parede”.
“Isso é sempre um drama e tem acontecido com o IP3 e é bem doloroso para nós e para a Infraestruturas de Portugal quando se faz uma calendarização e pelas diversas razões a obra derrapa”, referiu, explicando que a reabilitação tem atrasado por múltiplos problemas que têm surgido.
“As razões são múltiplas, desde as ambientais, a dificuldades do projetista em cumprir, situações que são identificadas no terreno, impugnações. É uma miríade de obstáculos que têm que ser ultrapassados”, apontou.
Considerando o IP3 “a estrada mais perigosa do país”, Pedro Nuno Santos lembrou que a via “tem sido alvo de anúncios de décadas”, havendo “responsabilidades partilhadas” entre PS e PSD pelo estado em que se encontra o itinerário. “Acontece que hoje as coisas estão a andar”, garantiu.
Segundo o ministro das Infraestruturas, o troço entre Santa Comba Dão e Viseu, tido como o “mais perigoso”, devido à sinistralidade registada nesse percurso, “será o primeiro a avançar para obra”, uma intervenção que acontece depois da empreitada de requalificação que foi feita entre a Lagoa Azul, Mortágua, e Penacova.
“O projeto de execução está concluído e foi enviado à Agência Portuguesa do Ambiente (APA). A DIA (Declaração de Impacte Ambiental) foi desfavorável e está a ser preparada uma resposta à APA. Ainda assim, prevemos o lançamento da empreitada ainda no primeiro trimestre de 2023, e esperamos consigná-la até ao final do ano de 2023”, disse.
Já o outro troço entre Souselas e Penacova está mais atrasado. “O projeto está em conclusão e depois vai ser enviado à APA para o mesmo processo de averiguação. Será enviado à APA durante o primeiro trimestre de 2023, prevê-se o anúncio da fase de empreitada no terceiro trimestre de 2023 e a consignação no segundo semestre de 2024”, apontou.
Pedro Nuno Santos declarou ainda que “o IP3 é a obra rodoviária mais importante que está a ser feita” no país.
“Nós não vamos tirar o pé do acelerador, agora vamos enfrentando estas dificuldades. Mas há uma coisa que levarei comigo, fomos nós que desbloqueamos uma obra no IP3 que toda a gente dizia que era preciso ser feita e que não foi feita”, afirmou.
“A verdade é que vamos conseguir na maior parte do traçado um perfil de autoestrada, com duas vias de cada lado, com excepção do eixo central [entre a Lagoa Azul e Penacova] que é uma fase que teremos que trabalhar a seguir. Não rejeitamos, nem recusamos que tenhamos que intervencionar novamente o troço central, que tem um custo muito maior, que vai exigir fazer um conjunto de obras de arte que disparam o custo”, argumentou.