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Aerial view of a white university complex with red-tiled roofs, central grand entrance, and a tree-lined courtyard surrounded by parked cars and surrounding buildings.
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Group of eight professionals in business attire standing on the entrance stairs of a building labeled Training Center, posing for a team photo.
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Modern single-story house exterior at dusk with large glass sliding doors showing warmly lit living and dining areas outside landscaped yard.

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Male singer on stage performing to a packed crowd raising hands under purple lighting.
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Young couple near classical stone columns on a campus; the man with a backpack gazes upward as the woman looks on.
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Concelho de Vouzela vai ter um Observatório da Longevidade

30.09.26
fotografia: Jornal do Centro
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30.09.26
Fotografia: Jornal do Centro
Aerial view of a sandy beach with large stone letters forming a message, promoting recycling; below, the slogan 'Começa por reciclar as desculpas' and a call to action with a URL.
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O concelho de Vouzela, no distrito de Viseu, vai ter um Observatório da Longevidade que será capaz de gerar informação rigorosa e atualizada e identificar as tendências emergentes para ajudar a tomar decisões públicas, privadas e comunitárias.

O Observatório da Longevidade resulta de um protocolo hoje assinado entre a Universidade Politécnica de Viseu (UPV) e a Câmara Municipal de Vouzela, no âmbito do Contrato Local de Desenvolvimento Social (CLDS) 5G. 

O objetivo é “consolidar um sistema territorial integrado de produção, análise, monitorização e interpretação de conhecimento sobre longevidade” no município de Vouzela, explicou a pró-reitora da UPV para a Longevidade, Lia Araújo.

“É um projeto que ainda está muito em aberto, no sentido em que queremos mesmo contar com a participação de todos, para que efetivamente se consiga criar algo inovador na região, que possa ser replicado noutras zonas” do país, frisou.

Lia Araújo lembrou que a população está a envelhecer: atualmente 24% da população portuguesa tem 65 e mais anos (acima da média europeia) e, em 2050, essa percentagem subirá para 33%.

“Se pensam que já vivemos num país envelhecido, preparem-se, porque, de facto, o país vai envelhecer ainda muito mais”, alertou, acrescentando que as vidas estão mais longas, como a de Maria da Conceição, a pessoa mais velha de Portugal, que morreu em agosto com 113 anos.

Em 2024, havia 3.282 centenários em Portugal, alguns dos quais no concelho de Vouzela, mas “este prolongamento da vida humana não está a ser vivido para todas as pessoas com o equivalente em termos de qualidade de vida, bem-estar, de saúde e de capacidade”, lamentou.

Atendendo à diversidade regional, Lia Araújo defendeu que projetos como o Observatório da Longevidade de Vouzela fazem todo o sentido.

“As agendas nacionais e internacionais têm estado cada vez mais direcionadas para esta temática”, frisou.

Lia Araújo contou que a UPV foi desafiada pela Câmara de Vouzela a colaborar neste projeto, que visa “promover um envelhecimento ativo, autónomo, saudável e socialmente participado”, alinhado com as orientações nacionais e internacionais para o desenvolvimento sustentável.

Com o Observatório da Longevidade será possível “antecipar cenários demográficos, sociais e de cuidados e informar decisões publicas, privadas e comunitárias”, referiu.

A pró-reitora da UPV esclareceu que o envolvimento das pessoas mais velhas não será só como respondentes, mas também “como coprodutoras de dados, interpretação e mudança local”, o que é “fundamental nos novos paradigmas de ação”.

A monitorização demográfica contínua, uma cartografia social do envelhecimento, relatórios anuais de tendências demográficas e um painel municipal de indicadores fazem parte das linhas orientadoras do projeto.

Será também feito um inquérito municipal às condições de vida, um estudo sobre pobreza e exclusão sénior e dada atenção à fragilidade e à saúde mental sénior.

“Temos a participação também através da criação de laboratórios, oficinas comunitárias e de voluntariado sénior”, o “mapeamento do que existe em termos sociais, públicos e privados”, e ainda a “área da inovação e economia prateada”, referiu Lia Araújo.

O projeto inclui ainda atividades transversais como conferências e seminários, boletins, formação e uma plataforma digital, “para que esta informação possa chegar a quem precisa dela para poder agir”.

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