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Os empresários dos setores do comércio, da restauração, da hotelaria e das discotecas já estavam à espera das de contenção anunciadas esta quinta-feira (6 de janeiro) pelo Governo.
O primeiro-ministro anunciou que os bares e discotecas vão continuar fechados até dia 14 e que os estabelecimentos comerciais já podem fazer saldos, mas mantendo a limitação na lotação de uma pessoa por cinco metros quadrados.
Já o acesso a espaços como restaurantes, hotéis, alojamento local e espetáculos só será feito com um certificado digital.
Em declarações ao Jornal do Centro, o presidente da Associação Comercial de Viseu, Gualter Mirandez, diz que já estava à espera que se mantivesse a limitação da lotação nas lojas. Contudo, o comerciante considera que o grande problema é a falta de clientes e lembra que “já estávamos a praticar as medidas”.
Os saldos que estavam proibidos já podem realizar-se a partir da próxima segunda-feira (dia 10). Gualter Mirandez admite que as promoções podem dar um novo fôlego ao setor.
“Os saldos nesta altura do ano ajudam bastante a escoar o material. É evidente que a margem de lucro é muito mais pequena, mas uma coisa é certa: os comerciantes têm que ir faturando e trabalhando para escoar efetivamente os produtos da coleção que está a acabar e repor novas coleções. É uma boa oportunidade para quem compra e para os comerciantes”, explica.
Também o presidente da delegação de Viseu da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares já contava com as medidas do Governo. Jorge Loureiro aplaude o fim da apresentação de testes para entrar em hotéis e restaurantes, falando de uma medida positivo uma vez que “cada vez mais portugueses têm à disposição do certificado”.
O dirigente da AHRESP lamenta ainda o encerramento de discotecas e bares e reclama apoios a este setor que, lembra, tem baixa tesouraria. “As restrições de acesso e a suspensão em mais uma semana causam uma enorme incerteza e insegurança que vai colmatar na perda de trabalho”, acrescenta.
Uma opinião que é partilhada pelo empresário da noite Olavo Sousa. Mesmo que as medidas sejam entendidas por uma questão de saúde pública, o dono do Grupo Noite Biba lembra que o setor noturno ainda não foi “ressarcido convenientemente pelos esforços que nos pedem”.
Segundo decretou o Governo, os clientes têm de apresentar um teste negativo à entrada das discotecas. Olavo Sousa só pede que seja preciso entrar com um autoteste, desde que supervisionados por um responsável do estabelecimento.
“Nós somos sempre o patinho feio porque não nos foi permitido nada. Quando abriram os restaurantes, permitiram os autotestes para todo o tipo de eventos e só para nós é que não. Agora espero que o Governo lave a cara e permita os autotestes”, lamenta.
As novas regras de contenção entram em vigor na próxima segunda-feira (dia 10), começando com o regresso às aulas nas escolas, onde deixa de existir o isolamento das turmas caso se trate de pessoas que vivem com o aluno infetado.
No anúncio das medidas, o primeiro-ministro António Costa disse que o país pode avançar mas com “cautela”.