academico felgueiras
GNR agentes
I Liga Tondela vs Vitória de Guimarães
Casas Bairro Municipal Viseu 5
janela casa edifício fundo ambiental
casa-habitacao-chave-na-mao - 1024x1024

No coração verde do concelho de Viseu, Côta é uma aldeia onde…

16.02.26

Nasceu, em Cinfães, a Quinta da Maria, um projeto turístico com alma…

12.12.25

No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…

21.08.25
jose-damiao-tarouca-232
ps campanha
camapnha10
5
viajar
palácio do gelo viseu
Home » Notícias » Diário » Criadores defendem mais apoios no projeto das cabras sapadoras

Criadores defendem mais apoios no projeto das cabras sapadoras

pub
 Antigo diretor da psiquiatria em Viseu Fidalgo Freitas morreu aos 78 anos
21.10.22
fotografia: Jornal do Centro
partilhar
 Antigo diretor da psiquiatria em Viseu Fidalgo Freitas morreu aos 78 anos
21.10.22
Fotografia: Jornal do Centro
pub
 Criadores defendem mais apoios no projeto das cabras sapadoras

O dinheiro que os produtores recebem para ter rebanhos de “cabras sapadoras” nas serras portuguesas é insuficiente para um projeto que tem como propósito prevenir incêndios florestais. Os apoios são baixos e os produtores queixam-se que ainda têm cortes porque os animais não comem o pasto que é “exigido” no protocolo que foi assinado com o Governo.

Na Serra da Arada, entre os concelhos de S. Pedro do Sul e Arouca, há um rebanho com cerca de 200 cabeças que tem como missão limpar as faixas de combustão da rede primária. José Carlos Almeida, presidente da Associação Turística e Agrícola da Serra da Arada, explica que para a missão das cabras são disponibilizados cerca de dois mil euros por ano, mas sublinha que se trata de um programa de “difícil execução” e exemplifica:

“Há o compromisso de que em determinada zona de pastagem o mato não pode atingir os mais de 50 centímetros. Ora, as cabras não são máquinas. Não ficam sempre no mesmo sítio, elas andam pelo monte. Quando chega a vistoria e verifica que não está de acordo com o exigido, o apoio recebe cortes”, desabafa.

O produtor esclarece que é avaliada parcela a parcela, mas que é impossível ter os animais a pastorear só em determinada zona. “A não ser que sejam montadas cercas e aí tínhamos mais um custo”, sublinha.

“Este projeto vale a pena existir, não é o adequado mas é melhor que nada. Mas não é com este tipo de apoio que se sustentabiliza um rebanho. Estamos a falar de um programa que é um complemento de prevenção dos fogos ligado à Proteção Civil e o que é investido é manifestamente pouco. O apoio que recebemos não faz a diferença para manter um rebanho na serra”, alerta.

Para José Carlos Almeida, há projetos idênticos “interessantes”, nomeadamente em Espanha, cujo procedimento poderia ser adoptado em Portugal, lembrando que a Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões já está a fazer caminho nesse sentido. “Poderia atribuir-se um valor por área. Por exemplo, um rebanho pastoreia em 200 hectares e x euros por cada hectare. Assim sim, seria uma mais valia”, adianta, sustentando que a “corporação” de cabras na Serra da Arada podem vir a desistir da sua missão porque “não está a ser compensatório”.

“Precisamos de ter animais na serra, mas para isso precisamos de mais financiamento. Não temos dúvidas de que a zona onde o nosso rebanho está, na zona da Cumieira, em cerca de 200 hectares, está mais limpa, mas não podem andar com argumentos para fazerem cortes atrás de cortes nos apoios”, afirma o presidente da Associação Turística e Agrícola da Serra da Arada.

O rebanho, que começou com cerca de 100 cabras, já conta com mais de 200 animais. No terreno os animais pastam em zonas de risco de incêndios, fazendo a gestão de combustíveis e a limpeza de matos.

E o projeto transfronteiriço apresentado há uma década que previa a introdução de 150 mil cabras sapadoras na zona raiana ficou, entretanto, na gaveta por falta de apoios comunitários e dos governos ibéricos.

O “Self Prevention” foi desenvolvido pelo Agrupamento Europeu de Cooperação Transfronteiriça (AECT) Duero – Douro e visava a prevenção de incêndios com recurso à introdução de 150 mil cabras para a limpeza das matas, promovendo ainda o “desenvolvimento económico e rural” das zonas raianas dos distritos da Guarda, Bragança, e das províncias espanholas de Zamora e Salamanca.
O projeto tinha um orçamento previsto de 88 milhões de euros.
O diretor geral do AECT Duero – Douro, José Luís Pascoal, disse que o projeto só não avançou por falta de financiamento dos governos de Portugal e Espanha e da União Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

O programa transfronteiriço contemplava a criação de uma empresa, com capitais públicos e privados, que ficaria responsável pela distribuição dos efetivos caprinos e pela criação de equipamentos que sustentassem a rentabilidade económica do projeto, que tinha a sua conclusão prevista para 2016.

“Esta era uma solução para a prevenção dos incêndios florestais e ainda hoje é necessária a existência de cabras nos montes para limpar matos e mantê-los para prevenir os fogos”, disse José Luís Pascual.
Para o efeito chegou a ser constituída uma Sociedade Gestora de Participações com 51 por cento de capital público e 49 por cento privado com um ” investimento total de 88 milhões de euros”.
“Os governos português e espanhol na altura comprometeram-se, verbalmente, no início do projeto em 2011, a assegurar o financiamento 50 por cento do seu valor”, frisou o diretor geral do AECT – Duero – Douro 
Para além do investimento global que previa um investimento de 88 milhões de euros, estava prevista a criação de 700 postos de trabalho diretos.

“Tratava-se de um projeto de grande envergadura, mas não teve o financiamento necessário por parte de Espanha e Portugal, apesar de várias reuniões de trabalho tidas em Bruxelas, para a apresentação do ‘Self Prevention’”, confirmou Pascual.
Com base da iniciativa, estava ainda prevista a construção de 11 queijarias, uma unidade de transformação de leite, dois matadouros para abate dos animais (um em Portugal e outro em Espanha), seis lojas, uma plataforma logística para distribuição e comercialização de carnes e derivados de caprino e uma fábrica de rações, entre outros equipamentos.

“Este projeto transfronteiriço reunia todas as condições para ser um importante instrumento para a criação de riqueza e ajudaria a travar os incêndios florestais. Não há outra forma de prevenir os danos provocados pelo fogo nos montes ibéricos”, reiterou o diretor geral do AECT Duero -Douro.

pub
 Antigo diretor da psiquiatria em Viseu Fidalgo Freitas morreu aos 78 anos

Outras notícias

pub
  • Clube Auchan. Registe-se e comece a poupar
  • Habifactus - Viseu cresce e nós crescemos consigo. A sua imobiliária de confiança há 23 anos.
  • Janelas 4Life. Qualidade, inovação e sustentabilidade
  • ReMax Dinâmica, a agencia numero 1 no Distrito de Viseu
 Antigo diretor da psiquiatria em Viseu Fidalgo Freitas morreu aos 78 anos

Notícias relacionadas

Procurar