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Os alunos do concelho de Tondela tiveram uma última semana preenchida por várias atividades, nomeadamente culturais, durante a terceira edição do projeto Janeiro Cultural.
Estudantes do 9.º ano, do ensino secundário e do ensino profissional assistiram às iniciativas realizadas neste evento organizado pela Rede de Bibliotecas de Tondela, cujo objetivo foi o de “fomentar a troca de ideias com profissionais de diversas áreas para complementar as competências adquiridas nas aulas”, como se pode ler numa nota divulgada pela Câmara Municipal.
As atividades do projeto, que decorre desde 2020, incidiram sobre artes e áreas como a escrita, a leitura, a dramaturgia, a matemática, o turismo e a astronomia.
Entre as pessoas que dinamizaram as iniciativas, esteve o cientista Carlos Fiolhais, que falou aos alunos sobre a temática “O Homem e o Cosmos”.
Os enigmas da astronomia e a sua importância no dia-a-dia foram também explorados pelo físico Manuel Fiolhais, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, na palestra “Dos Eletrões às Galáxias, Passando Pelo Homem”, e pelo Planetário do Porto, na oficina “Foguetões Supersónicos”.
Já Rogério Martins, matemático e professor na Universidade Nova de Lisboa, trouxe “Isto é Matemática”, onde demonstrou “como a matemática não só está presente em praticamente todos os aspetos do quotidiano, mas também como permite desvendar parte dos maiores segredos do mundo”, acrescenta a autarquia de Tondela.
Da literatura, a escritora Isabel Alçada partilhou “memórias, interesses, visões e úteis conselhos para enfrentar os desafios da vida” e falou também de escritores preferidos e de temas como a luta pela igualdade e pelos direitos humanos.
Ainda no campo da literatura, Carina Infante do Carmo, professora na Universidade do Algarve, analisou a importância histórica do “Memorial do Convento” de José Saramago à luz dos valores que marcaram o 25 de abril de 1974.
Já o professor de História, Rui Correia, premiado com o galardão Global Teacher Prize Portugal 2019, conferencista e autor de vários estudos nas áreas do património e da cultura, conduziu uma oficina onde demonstrou “como é possível criar experiências turísticas a partir da História e dos livros”.
No teatro, a companhia Trigo Limpo da ACERT apresentou a peça “Ela”, encenada por Pompeu José e interpretada por Daniela Madanelo, Leonor Barata e Sandra Santos.
Destacados para esta edição do Janeiro Cultural estavam ainda Joana Rita Sousa, filósofa, e Carlos Nogueira, regente da Cátedra José Saramago da Universidade de Vigo. Mas, por motivos de força maior, as suas intervenções foram reagendadas para uma data posterior.
Estas ações decorreram online e por videoconferência, bem como presencialmente, nos equipamentos culturais municipais, nas escolas e na ACERT.