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Diego Garcia é um dos rostos do Bloco de Esquerda na região e por isso é uma cara conhecida de muitas pessoas. Natural de Mezquita, em Ourense, na Galiza, Espanha, mudou-se em definitivo para Santa Comba Dão, a terra dos avós paternos, há doze anos. Até aos seis anos viveu em Ferreira do Alentejo, a terra onde nasceu o pai.
“Na altura, em 2009, vim viver com o meu pai, que residia em São João de Areias e acabei por prosseguir os meus estudos aqui. Fiz o 12º ano na já extinta Escola Profissional de Santa Comba Dão”, conta.
A mudança para Portugal “não foi má” e ajudou o facto de todos os verões visitar a zona para onde se mudou.
“Já conhecia minimamente as pessoas e as suas rotinas, portanto nesse âmbito não me custou muito. Custou sim deixar amigos e familiares, mesmo que os veja bastantes vezes porque a distância daqui até a Mezquita não é muita”, refere.
A adaptação ao nosso país não foi complicada e sempre se sentiu integrado. Uma ou outra vez foi tratado por “o espanhol”, em “tom pejorativo”, mas para essas pessoas tinha sempre resposta “na ponta da língua”. “Dizia sem problema e a brincar: “não sou espanhol, sou galego”, adianta.
Atualmente, Diego trabalha e estuda. É assessor parlamentar do Bloco de Esquerda e frequenta a licenciatura em Estudos Europeus da Universidade Aberta.
No nosso país, destaca pela positiva a localidade onde vive, São João de Areias, que está situada entre dois rios, o Dão e o Mondego, “o que faz com que tenha umas características incríveis”.
“Já gosto menos do processo de eucaliptização que a região e o país estão a sofrer e do consequente abandono do território que isso acarreta. O abandono do interior do país e a sua revitalização devem ser dos nossos maiores desafios”, defende.
Diego já se sente um filho da terra, não apenas por os avós serem naturais do concelho de Santa Comba Dão, mas também porque se conseguiu “adaptar e envolver no dia a dia da região e do local onde” reside.
“Neste momento não penso em sair daqui”, acrescenta.
A pandemia da Covid-19 também lhe trocou as voltas, como à maioria das pessoas tanto em Portugal, como em Espanha. Nunca deixou de trabalhar, mas passou para o regime de teletrabalho.
O luso-galelo acredita que o fim do novo coronavírus está próximo, ainda assim defende que o mundo deveria “ter encarado a Covid-19 e a sua dimensão mundial como um alerta à forma e ao modo como” vivemos.
“Acho que não está a ser levada assim o que nos leva a cair, mais prontamente, nos mesmos erros”, conclui.