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O italiano Donato Iacovelli está em Portugal vai fazer 16 anos. Chegou a terras lusitanas, mais concretamente à zona de Viseu, em 2005, mas já conhecia bem a terra que passou a ser também a sua.
Natural de Cagnano Varano, uma cidade da região de Puglia, Donato mudou-se no final da década de 80 para a Alemanha, país onde conheceu em 1999 a mulher da sua vida, uma portuguesa com quem veio a casar e a ter dois filhos. O mais novo não tinha sequer um ano quando a família se mudou para Viseu.
“Eu já tinha a ideia de sair da Alemanha. Depois de passar férias em Portugal, e como os meus sogros tinham casa cá, cheguei à conclusão que gostava muito do país. Em 2005 vim em definitivo, sem trabalho, nem nada. Cheguei, arrisquei e disse agora estou cá e quero trabalhar”, conta.
O italiano começou por estar empregado numa empresa de climatização, com o passar do tempo foi mudando de firma, porque diz arrisca “muito”. Em 2019 decidiu estabelecer-se por conta própria. Com um sócio abriu uma empresa que vende e presta serviços na área da climatização.
Donato garante que não teve grandes problemas na mudança e na adaptação a Portugal, onde foi “recebido de braços abertos”.
“Foi espetacular. Fui muito bem recebido, gostei logo, apesar de não falar muito bem português. Agora já falo melhor, mas com sotaque que não dá para sair, mas fui muito bem recebido”, adianta, salientando que, ao contrário do que acontece noutros países, os portugueses têm “sempre vontade de ajudar” quem vem de fora. Notou isso no dia a dia, mas também nas formações que foi fazendo na sua carreira profissional.
“As pessoas ajudaram-me sempre a perceber as coisas. Não consigo falar mal dos portugueses”, afirma.
De Portugal, um país que adora, só tem elogios a fazer. E não se arrepende em nada de ter deixado a Alemanha e o seu país natal. “Itália é para passar férias, mas para viver é em Portugal”, frisa, recordando que foi também isso que disse à mulher para se mudarem para terras lusitanas.
A comida foi logo uma das primeiras coisas que gostou. Considera que a gastronomia portuguesa é melhor do que a espanhola, mas também gosta “muito” da massa italiana.
Destaca pela positiva também as paisagens, “as coisas bonitas” e os muitos locais que há ainda “a descobrir”.
“Eu acho que as pessoas só deixam Portugal porque têm problemas financeiros, caso contrário não saíam. Não é por o país ser mau”, defende, acrescentando que esse não é o seu caso e por isso está a aproveitar para fazer o que todos “deviam fazer, que é viver”.
Realça ainda a segurança e a reduzida criminalidade existente na região de Viseu que permite às pessoas saíram à rua “à vontade”. Gosta também de as pessoas se conhecerem quase todas, de se respeitarem e de ouvir um “bom dia e um boa tarde” quando se cruza com alguém.
De negativo nada tem a apontar. Diz que esquece e mete para trás das costas tudo o que possa ser mau.
A pandemia da Covid-19 não o fez parar. Nunca deixou de trabalhar, mas não esconde que está “preocupado” porque esta é uma doença que “não dá para ver”, que as pessoas apanham muitas vezes sem saber.
“É uma coisa muito má. Estou preocupado porque com saúde fazemos muita coisa, sem ela estamos parados”, sustenta.