WhatsApp Image 2025-09-12 at 175052
jose laires
IMG_1674
herdade santiago
quartos apartamentos imobiliário viseu foto jc
arrendar casa

No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…

21.08.25

Reza a lenda que foi um árabe, há mais de mil anos,…

14.08.25

Seguimos caminho por Guimarães, berço de Portugal e guardiã de memórias antigas….

07.08.25
jose laires
fatima teles BE
programa ps joao azevedo
miss teen
praia da carriça
herdade santiago
Home » Notícias » Diário » De uma das janelas do Mercado Municipal vê-se a sua nova morada

De uma das janelas do Mercado Municipal vê-se a sua nova morada

pub
 De uma das janelas do Mercado Municipal vê-se a sua nova morada - Jornal do Centro
23.04.21
fotografia: Jornal do Centro
partilhar
 De uma das janelas do Mercado Municipal vê-se a sua nova morada - Jornal do Centro
23.04.21
Fotografia: Jornal do Centro
pub
 De uma das janelas do Mercado Municipal vê-se a sua nova morada - Jornal do Centro
Quem se atreve a deambular pelos recantos do Mercado dos Produtores, em Viseu, tem o privilégio de reencontrar rostos familiares, sentir o aroma a frutas e legumes acabados de colher, apreciar os detalhes de cada banca e os sorrisos que nos cumprimentam. Tudo isto a percorrer a passadeira avermelhada que se estende de uma porta à outra. No rés do chão, ainda moram vestígios do passado, bancas empoeiradas e enferrujadas pelo desgaste, poucos ou nenhuns vendedores, mas sempre o típico cheiro do Mercado de Viseu. Sabemos que o espaço vai desaparecer pela mão de novas remodelações. E os olhares que nos acolhem? Vão mudar-se para uma nova banca no parque de estacionamento atrás da Segurança Social. E será “durante cinco ou seis anos” para a reconversão urbanística no centro da cidade. Já passava das 10h00 da manhã quando visitámos a banca de Ermelinda Machado. A fala genuína, o orgulho na qualidade de “tudo o que se vende no mercado” e o detalhe dos detalhes – os dedos encrespados pelo trabalho – não nos confunde. Estávamos mesmo a conversar com alguém que já tem “muitos anos de mercado”. Quando lhe perguntámos se lhe agradava a ideia de ter um novo espaço para receber os seus clientes, hesitou um pouco: “muito sinceramente, só acredito quando vir”, mas “é uma boa mudança” até porque “não vai ter aquelas subidas, descidas, porque tanto ali como aqui é só subidas e descidas e as pessoas de idade não podem cá vir”, lamentou. Pelas palavras de Ermelinda percebemos o que, na realidade, já se previa. “Neste mercado, a gente só vende com o cliente certo e que gosta de nós”, confidenciou, frisando que “nós, os mais velhos, é que vamos aguentando”. À frente, está o Talho Maria do Carmo. O silêncio apenas se atenuava pelo som televisão e dos afazeres de António Santos. A esposa, Maria do Carmo Rebelo, dá nome ao espaço e não só. Completa as palavras do marido, e ele as suas. Das janelas da pequena loja, avistamos a nova morada do Mercado Municipal. E não poderíamos deixar o assunto de lado. Em forma de desabafo, António não poupou nas palavras: “isto já nasceu torto e da maneira que as coisas estão a ser apresentadas acho que vamos para melhor e depois logo se vê ao fim de cinco anos”. E vantagens? A concentração de todos os lojistas e produtores num único espaço. “Assim, as pessoas entram ali e se forem ao produtor direto, sempre nos cumprimentam, passam por todo o lado e acabam por ver tudo”, acrescentou, sem esquecer que os acessos são melhores para os idosos. A aproximar-se da vitrine, Maria do Carmo faz-nos recordar o presidente Almeida Henriques. “Dizia-nos sempre – vocês vão ver que vão ficar melhor – e nunca nenhum presidente fez o que aquele senhor fez, ao estarmos com isto da pandemia, não pagarmos renda”, assinalou, destacando que “foi uma pessoa essencial por ter olhado por todos os comerciantes”. Também conhecemos a loja de vestuário do mercado da cidade. O rosto de Elvira Fernandes não nos é estranho. A nós, poucas foram as palavras. Ainda assim, bastaram para percebermos que a nova morada do mercado também lhe agrada “desde que tenha boas condições para lá meter as minhas coisas”, ressalvou. A conversa desviou-se para o inevitável: o sossego do mercado. “Ultimamente, os clientes andam muito fugidos e acho que é em todo o lado”, mas “é capaz de lá ter mais acessos e pelo menos mudamos de ares”, destacou a comerciante. Ao olhos de Elvira, a maior vantagem é estarem mais perto da Estação de Camionagem de Viseu – “um lugar onde passa mais gente”. E mesmo a chegar a uma das saídas, somos atraídos pelo chiar de uma balança a regressar ao equilíbrio. Era Isaura Gomes a pesar um “molho de caldo verde para uma senhora que está a vir aí”. Sentimos-lhe de imediato a felicidade de se mudar para um novo espaço. “É uma coisa nova, toda a gente vai ver e o que a gente quer é clientes para conseguir trabalhar”, referiu, adiantando que “sempre tem outros acessos para as pessoas mais velhas, coisa que este mercado não tem”. E voltou a repetir: “É uma boa opção”. À semelhança de Maria do Carmo, Isaura fez questão de lembrar Almeida Henriques. “Aquele presidente, para mim, fez muito por nós e deu muito a cara por nós. Só temos a agradecer porque fez tudo por tudo para divulgar o nosso trabalho”, rematou, com o olhar prestes a humedecer.
 De uma das janelas do Mercado Municipal vê-se a sua nova morada - Jornal do Centro
pub
 De uma das janelas do Mercado Municipal vê-se a sua nova morada - Jornal do Centro

Outras notícias

pub
 De uma das janelas do Mercado Municipal vê-se a sua nova morada - Jornal do Centro

Notícias relacionadas

Procurar