No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…
Reza a lenda que foi um árabe, há mais de mil anos,…
Seguimos caminho por Guimarães, berço de Portugal e guardiã de memórias antigas….
O Ministério Público (MP) acusa um médico dentista de Viseu de um crime de abuso sexual de adolescente. A vítima, hoje com 16 anos, era amiga da filha do arguido. A notícia é avançada pela TVI, que refere que o caso começa a ser julgado ainda este mês no Tribunal de Viseu.
Os alegados abusos ocorreram no verão de 2020 depois de uma ida a Aveiro para andar de barco. A vítima e o irmão foram convidados pela filha do suspeito para o passeio.
Na viagem de regresso a Viseu, e quando todos estavam a dormir, o suspeito investiu sobre a adolescente, à data com 14 anos, que ia sentada ao meio no banco traseiro do carro. No veículo seguiam ainda as duas filhas do dentista e o irmão da adolescente.
“A certa altura o arguido esticou e direcionou o braço direito na direção das pernas da vítima, colocando a mão na canela da perna direita, próximo do joelho, fazendo festas, o que fez com a jovem acordasse”, conta a acusação, a que o Jornal do Centro teve, entretanto, acesso.
“Apercebendo-se do gesto do arguido, a vítima afastou a mão daquele da sua perna com o pé, colocou os óculos de sol e fingiu que tinha adormecido”, acrescenta.
O dentista não parou com os avanços e, diz o MP, “mantendo o propósito de satisfazer os seus instintos libidinosos e na persecução do propósito que já havia formulado, “voltou a esticar o braço direito para trás em direção ao corpo da adolescente e deslizou a mão pela sua perna, acariciando-a, até chegar ao botão e ao fecho dos calções que aquela trazia vestidos, os quais desapertou, após o que introduziu a sua mão no interior dos calções e das cuecas do biquíni, apalpando-lhe a vagina”.
De seguida, descreve a acusação, o arguido apalpou os seios da vítima, puxando o top e o biquíni que ela trazia vestidos um pouco para baixo. Depois, deu a mão à rapariga, “disse-lhe que a amava” e perguntou “se também o amava, ao que a menor respondeu que não”. Pediu-lhe ainda o número de telemóvel ao que esta recusou.
“Visivelmente nervosa e ansiosa”, a menor contou tudo à mãe quando chegou a casa. A progenitora apresentou queixa na PSP no mesmo dia.
O MP diz que o arguido agiu “com o propósito concretizado de satisfazer os seus instintos libidinosos, bem sabendo que os atos sexuais e de cariz sexual que praticou eram adequados a prejudicar o livre e harmonioso desenvolvimento da personalidade da menor na sua esfera sexual, aproveitando-se da idade desta que a tornava incapaz de opor resistência aos atos que levou a cabo”.
A vítima, acrescenta a acusação, “permitiu que o arguido levasse a cabo os atos sexuais devido à sua ingenuidade e imaturidade”.
O médico dentista mantém-se em funções e está com termo de identidade e residência. Foi acusado de um crime de atos sexuais com adolescentes, que é punível com pena de prisão até dois anos. A acusação quer ainda que seja proibido de trabalhar com menores de idade e que o arguido seja condenado a “indemnizar a vítima pelos incómodos psíquicos e prejuízos morais que lhe causou”.