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Desconfinamento: mesmo com horário alargado, pessoas já se habituaram a jantar mais cedo

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 Desconfinamento: mesmo com horário alargado, pessoas já se habituaram a jantar mais cedo - Jornal do Centro
19.06.21
fotografia: Jornal do Centro
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 Desconfinamento: mesmo com horário alargado, pessoas já se habituaram a jantar mais cedo - Jornal do Centro
19.06.21
Fotografia: Jornal do Centro
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 Desconfinamento: mesmo com horário alargado, pessoas já se habituaram a jantar mais cedo - Jornal do Centro

O alargamento dos horários em restaurantes e similares, nesta nova fase de desconfinamento, trouxe algum “alívio” para quem vive do setor, mas também para quem o frequenta. Ainda assim, há hábitos do confinamento por causa da Covid-19 que vieram quase para ficar. As pessoas estão agora mais viradas para jantar mais cedo.

Inês Pais, chefe de sala do restaurante Mesa da Sé, em Viseu, confessou que o horário não interferiu muito, pois “as pessoas começaram-se a habituar a comer mais cedo”, devido às anteriores regras de desconfinamento. Ainda assim, “o cliente acaba por saber que está um pouco mais à vontade, embora nós não estejamos abertos até à 01h00, pois continuamos a fazer o mesmo horário que fazíamos antes da Covid-19, ou seja, a nossa cozinha encerra às 22h00 e o restaurante as 23h00, mas esta meia hora a mais, acaba sempre por beneficiar o cliente.”, refere.

Já Pedro Matos, funcionário de alguns bares da Sé de Viseu, destaca o alargamento do horário que levou a “um grande aumento no movimento de pessoas e nas receitas, que voltaram a estar estáveis”.
Manuel Santos, patrão do Oasis Kebab, em Jugueiros, acrescenta: “Os clientes saíam à noite, mas não tinham tempo para se divertir e jantar, ou seja, tinham de escolher um dos dois. Mas agora já podem fazer as duas coisas”.

Mas e turistas? Será que se tem notado a sua presença? Segundo Inês Pais, o que se tem notado é que “o tipo de população que nos tem visitado nos últimos tempos tem sido principalmente os motards. A nacional N2 tem tido um impacto bastante grande, desde o ano passado para cá. Estamos a trabalhar com muito turismo, mas turismo de dentro, de fora tem sido muito pouco, como espanhóis e ingleses, com os quais estávamos habituados a trabalhar”.

Os estrangeiros que há, já de acordo com Pedro Matos, “são poucos e os que passam não fazem grande diferença nas receitas”. Na zona de diversão com bares e restaurantes mais frequentada pelos estudantes, em Jugueiros, são os jovens que fazem a casa. “Turismo não se verifica nenhum, temos é muitos estudantes, mais da parte da tarde, a consumirem nos nossos estabelecimentos, o que tem sido uma mais valia”, reconhece Vitor Martins, gerente de vários estabelecimentos nessa zona.

Os proprietários têm tudo pronto para receber em segurança os clientes, nomeadamente com a redução da lotação e o distanciamento. Estes, por seu lado, têm, na generalidade, cumprido com as regras impostas.
“Nós, como restaurante, temos uma facilidade muito grande nesse parâmetro, porque a ocupação do espaço na sala é muito reduzida, há distanciamento entre as mesas e acabamos por ter muito controlo sobre o número de pessoas que estão na mesma mesa”, confessa Inês Pais. Explica ainda, que na sua realidade, de restaurante, é fácil controlar, mas que a nível de cafés e bares, pelo que vê, a tarefa não se torna tão fácil.

Éder Teixeira, chefe camareiro do restaurante Colmeia, em Viseu, lamenta que as pessoas se esqueçam que “o vírus existe”. “Já querem deixar de usar a máscara e nem sempre cumprem o distanciamento social que se impõe”, desabafa.

Por sua vez, Pedro Matos, revela que tem de “chamar muitas vezes à atenção de certas pessoas, principalmente a faixa etária mais velha, pois acabam por desrespeitar algumas regras”. “Estamos sempre a insistir na questão de se colocar a máscara quando se acaba de consumir, o que nem sempre é respeitado”, diz.
Na zona mais académica o trabalho é maior. “Lidamos com juventude e como estão numa fase que se querem divertir, temos de chamar mais à atenção para certas coisas, contudo tudo se resolve”, acrescenta Vítor Martins.

Numa altura em que se fala em recuperação, Inês Pais tem esperança num futuro melhor mesmo que “o perdido vá demorar anos a ser recuperado”
“Sem dúvida, é o que nós fazemos da vida, trabalhamos em restaurante, não temos outro barco onde embarcar. Não é fácil, trabalhava noutro restaurante e fui despedido devido à pandemia. Desde aí fui fazendo alguns trabalhos temporários, mas nada me faz parar, é preciso ter fé e não é ao fim de vinte e cinco anos a trabalhar na área da restauração que me vou virar para outra profissão”,  constata, por seu lado, Éder Teixeira.

Já Vítor Martins foi um dos que não parou desde que começou a pandemia. “Até abri novos negócios durante a pandemia sempre a pensar em trabalhar, não se pode parar! Não sou muito de receber apoios, nem de discutir apoios do Estado, pois acho que o Estado fez o que conseguiu e agora nós é que temos de fazer a nossa parte. É preciso trabalhar para tentar criar emprego e gerar a economia, eu tenho esperança. Não vejo que isto possa piorar, pois tem tudo para melhorar, basta todos cumprirmos as regras e ajudarmos a economia a andar”, conclui.

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