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Celebra-se hoje o Dia do Regimento de Infantaria 14 de Viseu. Esta comemoração tem como propósito o relembrar de mais um ano de atividades do regimento de infantaria que se encontra na cidade de Viseu há 178 anos. A homenagem principal deste ano é dedicada aos profissionais que combatem a pandemia da Covid-19 e a todas as vítimas desta crise de saúde pública em Portugal.
Como meio de respeitar as normas de segurança da Direção Geral de Saúde na prevenção da Covid-19, “não haverá interação presencial com a população ou convidados, sendo realizadas apenas atividades online transmitidas através dos meios de comunicação digital, na esperança que possamos retomar à normalidade em 2022”, é possível ler no comunicado do Regimento de Infantaria 14.
Esta sexta-feira, além do hastear e arrear da Bandeira Nacional como homenagem aos Mortos em Combate, que será transmitida online, será partilhada ainda uma eucaristia de sufrágio pelas vítimas da pandemia, missa esta realizada pelo capelão do RI14. “Este tema da pandemia fez-nos preparar duas palestras dedicadas a refletirmos e a relembrarmos toda esta atividade do apoio à sociedade civil em período de pandemia e proporcionam também um momento de reflexão e de homenagem a todos os envolvidos neste contexto pandémico”, explica Pedro Costa, Tenente-Coronel no Regimento de Infantaria 14.
A instituição militar sediada em Viseu realizou ainda ao longo desta semana atividades em ambiente digital que envolveram a comunidade viseense, como a realização de testes de conhecimento relativos à história do regimento, a divulgação de uma visita virtual ao museu do RI14 e ainda um concurso de fotografia.
Posteriormente, “será divulgada a confeção do Rancho à moda do RI14, sendo ainda divulgadas duas músicas gravadas pela Orquestra Ligeira do Exército, estas o Hino do RI14 e Viseu Senhora da Beira, dedicadas principalmente a toda a população viseense”, informa ainda o comunicado.
Com o Dia do Regimento dedicada à pandemia da Covid-19, o Tenente-Coronel Pedro Costa relembra o modo como o RI14 apoiou o combate à pandemia, através de atividades como a desinfeção de locais públicos, formações no âmbito da Covid-19 e transporte e montagem de material e estruturas destinadas ao combate contra o Coronavírus.
“Tivemos por exemplo duas equipas que integraram grupos de descontaminação de viaturas em Coimbra, um posto que serviu para desinfetar ambulâncias, e tivemos ainda enfermeiros e socorristas do nosso regimento, destacadas para o Hospital das Forças Armadas no Porto e em Lisboa”, acrescenta o Tenente-Coronel.
Várias novidades no ano de 2020 para o Regimento de Infantaria 14
Além da Covid-19, o ano que passou trouxe outra mudança no regimento de infantaria de Viseu. Em junho do ano passado, o regimento retomou a formação de recrutas para integrarem os quadros do exército. Esta função, realizada pelo regimento de Viseu até 2004, retomou em 2020 a preparação de futuros militares.
Desde 22 de junho, realizaram-se 5 turnos de formação de recrutas com lugar a Juramento de Bandeira. Dos 130 cidadãos que entraram na formação, dos quais 111 do sexo masculino e 19 do sexo feminino, integraram as Forças Armadas 85 homens e 13 mulheres, num total de 98 novos militares.
“Além do treino operacional, passámos a ter a responsabilidade de termos estes jovens que entram à porta ainda como civis, e que têm depois de se fardar e aprender os valores e princípios das Forças Armadas, até jurarem a bandeira, que é um compromisso com enorme simbolismo, pois dedicam a própria vida em defesa da pátria”, esclarece Pedro Costa. A adaptação do regimento para a formação de novos militares foi algo simples segundo o Tenente-Coronel, e que envolveu apenas “alguns ajustamentos a nível de instalações e recursos humanos, assim como a atribuição de novos quadros”.
A participação do RI14 na Primeira Grande Guerra
O Dia do Regimento de Infantaria 14, em Viseu, é celebrado a 19 de março em homenagem ao papel desempenhado por militares do regimento que participaram na Primeira Guerra Mundial, em especial no dia 19 de março de 1918. Nesta data, os militares viseenses que se encontravam entrincheirados no setor de Neuve-Chapelle, conhecido como o “Setor da Morte”, realizaram um raid, isto é, um ataque-relâmpago sobre as alemãs, a comando do Capitão Vale de Andrade. Após a travessia da “Terra de Ninguém” e a luta contra os militares alemães, os soldados portugueses asseguraram a vitória sobre a trincheira germânica, capturando pessoal e material de guerra.
Além desta batalha, o RI14 marcou presença em conflitos como a Batalha do Buçaco em 1811, no su de Angola em 1914 e em Goa em 1952, além das diversas missões em representação da NATO e da ONU desde 2001. Atualmente, o RI14 apresenta militares destacados no Afeganistão e na República Centro-Africana.