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Diretora do Teatro Viriato publica “Hífen”, um livro sobre ligações entre as pessoas

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 Diretora do Teatro Viriato publica “Hífen”, um livro sobre ligações entre as pessoas - Jornal do Centro
05.05.21
fotografia: Jornal do Centro
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 Diretora do Teatro Viriato publica “Hífen”, um livro sobre ligações entre as pessoas - Jornal do Centro
05.05.21
Fotografia: Jornal do Centro
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 Diretora do Teatro Viriato publica “Hífen”, um livro sobre ligações entre as pessoas - Jornal do Centro

“Hífen”, livro sobre ligações entre as pessoas, que aborda temas como a maternidade, a imigração e a Europa enquanto espaço múltiplo, chega esta semana às livrarias, depois de ter sido escrito durante cinco a seis anos por Patrícia Portela, diretora do Teatro Viriato em Viseu.

Patrícia Portela é autora de vários romances e novelas, como “Para Cima e não para Norte” (2008), “Banquete” (2012) e “Dias úteis” (2017). Para ela, “Hífen” é “um livro que acompanha o presente, que aconteceu ao mesmo tempo que foi escrito. É um livro sintonizado”.

Segundo Patrícia Portela, este é “um livro sobre hífenes, pontes, ligações e sobre como tudo está nas ligações, não nas coisas, nem nas pessoas”.

“É um livro sobre escrita, mas também sobre a Europa, sobre o que é isto de nós estarmos unidos por estes hifenes, por estas pontes, e se somos, de facto, europeus na maneira como agimos e como vemos o mundo, como nos dedicamos aos outros, como criamos pontes uns com os outros”, explicou.

A escritora contou que uma das personagens centrais do romance é Ofélia, “uma mãe imigrante numa Europa que não tem espaço para ela”, mas que há também “uma Maria do Carmo, que é uma enfermeira ‘android’ que deseja ser imperfeita e humana”.

“Elas desejam escrever e ler, num mundo que cada vez sabe menos ligar as palavras por hífenes. Se nós perdermos a ligação entre as coisas, perdemos o significado das coisas”, acrescentou.

No entender da autora, o momento atual pode ser comparado ao de Sócrates e de Platão, com o primeiro a favor da memória e o segundo a favor da escrita.

“Agora andamos a discutir entre a sabedoria da escrita e da leitura e a sabedoria dos algoritmos e da informação que é recolhida por máquinas, por números e por códigos. E estamos exatamente no mesmo sítio da discussão entre Sócrates e Platão”, frisou.

Patrícia Portela questionou se, “com a capacidade de acumular memória nas máquinas e nos discos externos”, não se estará a “perder faculdades”.

“E isso tem uma enorme influência na maneira como pensamos e como nos relacionamos, logo, na maneira como criamos hífenes entre a nossa vida e a dos outros”, afirmou.

O livro aborda a ilusão de ser independente: “ninguém é independente e a pandemia veio provar isso, porque podemos estar sozinhos em casa, mas tem de haver um batalhão de gente para termos água e supermercados cheios. Como é que ignoramos tanta gente em nome de um individualismo sem hífen e sem pontes?”.

A escritora avançou que este “não é um livro catastrófico” e mostra que, mesmo “quando não há essas pontes, procurá-las é uma opção”.

“Se não há pontes, porque é que não somos nós a fazê-las?”, questionou.

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