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As discotecas continuam encerradas há mais de um ano. Estes espaços são, de resto, dos únicos que ainda não reabriram as portas desde que a pandemia da Covid-19 surgiu no ano passado.
Ainda sem data prevista para retomar a atividade mesmo com o atual período de desconfinamento que já fez reabrir lojas, centros comerciais, restaurantes, hotéis e cafés, o setor da diversão noturna quer ser apoiado pelo Governo enquanto continuar encerrado. Esta é, pelo menos, a convicção de Olavo Sousa, do Grupo Noite Biba, que detém discotecas como o NB, o Ice Club e o Factor C em Viseu.
Em declarações ao Jornal do Centro, o gerente admite compreender o facto de as discotecas continuarem de portas fechadas. Por outro lado, o empresário espera que o Governo continue a ajudar o setor noturno em tempo de pandemia.
“Nós sabemos quais são os riscos de saúde pública que comportam a nossa atividade no contexto em que estamos. Acho que o Governo não se esqueceu, simplesmente não é a melhor altura para nós abrirmos. Mas esperamos que o Governo nos ajude a continuarmos encerrados enquanto não houver garantias de que será completamente seguro frequentar as discotecas como nós as conhecemos ou, pelo menos, que permitam um levantamento gradual e que as pessoas possam começam a desfrutar destes espaços”, explica.
Olavo Sousa diz que as ajudas que têm chegado às discotecas são “claramente insuficientes”. O empresário entende que a tutela “está a fazer um grande esforço não só no nosso como noutros setores”, mas alerta que, caso as ajudas não sejam reforçadas, há empresas que vão ter de ser obrigadas a fechar de vez as portas.
“Para nós, que estamos encerrados há 14 meses, os apoios são insuficientes e terão de ser aumentados porque senão há muitas empresas que correm o risco de não conseguirem abrir no futuro”, afirma.
Já questionado sobre a possibilidade de se fazerem testes rápidos à entrada das discotecas, Olavo Sousa considera que tal cenário não fazia sentido “porque não estou a ver um cliente sair de um restaurante, café ou bar, vá para uma discoteca e tenha de esperar meia-hora para fazer um teste rápido e ver se entra ou não entra”.
“Agora, imagine que os clientes vão ao mesmo tempo. Se forem 20 ou 30 pessoas ao mesmo tempo, primeiro para se fazer o teste e depois o diagnóstico, acho que não estão para isso”, argumenta.
Entretanto, a Associação Nacional de Discotecas defendeu a reabertura gradual dos estabelecimentos que estão fechados há um ano, começando pela abertura dos espaços ao ar livre.
Em declarações à agência Lusa, o presidente da AND, José Gouveia, reconheceu que ainda não deverá haver “grandes alterações” quando forem apresentadas pelo Governo as medidas no âmbito da próxima fase de desconfinamento, mas “somente uma menção de que ainda não é o momento”.
“Na nossa análise que temos feito ao longo dos últimos meses, pensamos que este já é o momento para que, pelo menos de forma gradual, se faça a reabertura e que se acabe com este confinamento por parte das discotecas”, disse.
O empresário considerou que devem começar por reabrir os espaços ao ar livre, como os pequenos bares nos centros de cidade.
“Os pequenos bares que albergam 30/40 pessoas podem reabrir de imediato. E os espaços de diversão noturna ao ar livre, quando estamos a falar de desporto ao ar livre, de concertos ao ar livre, de toda a parte cultural, espetáculos, etc., não faz sentido não haver espaços de diversão noturna ao ar livre abertos”, referiu.
O responsável frisou estar ciente de que a reabertura poderá implicar “algumas restrições”, exemplificando com os horários.
“Mas todas as restrições e medidas a tomar nesta matéria podem ser exequíveis para os empresários”, sublinhou.
Segundo José Gouveia, com a chegada do verão os estabelecimentos indoor já terão também “espaço para abrir”.
“O importante é começar a abordar o tema junto da Direção-Geral da Saúde, junto de outras associações que já fizeram igualmente o apelo. É preciso encontrar consenso para começar, efetivamente, a retomar a atividade”, disse.