No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…
Reza a lenda que foi um árabe, há mais de mil anos,…
Seguimos caminho por Guimarães, berço de Portugal e guardiã de memórias antigas….
A região de Viseu pode vir a ter cada vez menos agências bancárias no futuro próximo. O alerta vem do Sindicato dos Bancários do Centro numa altura em que vários bancos têm realizado processos de reestruturação que culminaram no encerramento de balcões.
Tudo isto enquanto, segundo dados da Associação Portuguesa de Bancos (APB), houve menos cinco dependências bancárias a operar no distrito entre 2019 e 2020. A região de Viseu tinha, no final do ano passado, 152 agências. Há dois anos, eram 157. Mas os sindicatos do setor acreditam que os números vão ter de ser novamente atualizados.
Em declarações ao Jornal do Centro, o sindicalista Eduardo Alves diz que, no distrito, já fecharam as portas cinco sucursais bancárias desde o início deste ano, “sendo três em Viseu (Santander, Millennium BCP e Montepio), uma em Castro Daire (BPI) e uma em Canas de Senhorim (CCAM)”.
Segundo o dirigente do Sindicato dos Bancários do Centro, o fecho dos balcões na região já atingiu pelo menos “algumas dezenas de trabalhadores” que tiveram de ser dispensados, incluindo mesmo alguns casais que trabalhavam em diferentes bancos, “o que é extremamente dramático, sob o ponto de vista social”.
“Podemos afirmar, com segurança, que são dezenas as famílias no distrito de Viseu afetadas por estes processos agressivos de redução de trabalhadores”, revela o sindicalista que prevê que o número de desempregados vai aumentar, considerando que os bancos “estão recetivos a propostas de rescisão”.
Eduardo Alves lamenta ainda que os sindicatos não sejam ouvidos pelos bancos sobre os encerramentos e que não haja informações concretas sobre o assunto. Mesmo assim, não esconde que se possa assistir nos próximos tempos “a uma redução da capilaridade da rede bancária no distrito de Viseu”.
Eduardo Alves frisa que todos os bancos “têm vindo a encerrar sucursais e a reorganizar os serviços que disponibilizam” e que a tendência passa por “ficarem menos, mas maiores sucursais”.
“Isto não significa, no entanto, que duas sucursais com, por exemplo, quatro trabalhadores bancários, se concentrem numa com oito. Serão, no limite, sete”, acrescenta Eduardo Alves que citou o caso do BCP que, diz, optou por “manter duas sucursais a abrir em dias alternados, por exemplo Vouzela – São Pedro do Sul ou Vila Nova de Paiva – Sátão, com equipas de 4, 5 pessoas”.
, foi notícia de que o BCP tinha fechado um balcão no centro da vila de Vouzela, sendo que os clientes passariam a deslocar-se para S. Pedro do Sul, enquanto resolveu manter a agência em Carregal do Sal mas a funcionar em apenas dois dias por semana.
Eduardo Alves reconhece que se tem assistido ao que considera haver uma “crescente concentração de sucursais bancárias nas zonas de maior população, com o abandono da presença em povoações com menor população, independentemente do seu peso histórico, cultural e social, deixando essas populações carentes de serviços bancários essenciais”.
O Sindicato dos Bancários do Centro assume olhar para o futuro dos trabalhadores do setor da banca “com muita apreensão”. Eduardo Alves diz ser contra a redução da oferta bancária no interior, que já sofre com a desertificação e a redução da oferta noutros serviços, e argumenta que as populações “continuarão a ter necessidade dos bancos e do inestimável apoio dos trabalhadores bancários”.
O porta-voz acrescenta que o processo da digitalização continua a não ser acessível a grande parte dos clientes que, assim, continuam a querer “privilegiar o contacto pessoal e personalizado”. Contudo, o cenário pode mudar até porque, acredita, o futuro “trará menos pessoas infoexcluídas e mais propensas à utilização de tecnologia”, acelerando assim a digitalização.
Segundo a APB, em dezembro de 2020 no distrito de Viseu, haviam 41 balcões do Crédito Agrícola, 27 da Caixa Geral de Depósitos, 19 do BPI, 16 do Santander e do BCP, 11 do Novo Banco, 8 do Banco Montepio, 6 do BIC, 3 do Banco CTT, 2 do Abanca e 1 do Banco BIG e do Bankinter.
Entre os bancos com presença na região consta também o Banco Invest que, apesar de não ter morada física em Viseu, aparecia na tabela da APB.