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A brasileira Diana Astori Nogueira chegou a Portugal em 2017. Natural do Rio de Janeiro começou por assentar arraiais na cidade do Porto. No ano seguinte mudou-se para Liverpool, em Inglaterra, onde frequentou um curso de Produção de Média. A passagem pelo Reino Unido serviu ainda para melhorar o seu inglês.
“Vim com o objetivo de seguir a minha tão sonhada carreira no mundo dos média [porque] na Europa as oportunidades e qualidade de vida são melhores”, frisa, explicando que após a formação decidiu regressar a terras lusitanas “para fazer uma equivalência em medicina dentária”.
A carioca, de 36 anos, formou-se como dentista há 11. Está agora em Viseu a estudar para também poder exercer em Portugal e na União Europeia.
“Assim posso trabalhar como dentista e juntar dinheiro para futuramente ter o meu próprio estúdio de média, para poder trabalhar com o que realmente me motiva e o qual sou apaixonada: a magia do cinema”, sustenta.
Segundo Diana, a mudança para o continente europeu foi “empolgante, cheia de expectativas e sonhos”. Também passou por momentos menos bons, que, diz, a fizeram “crescer como pessoa.”
“Portugal é um país acolhedor e cheio de belezas, com uma qualidade de vida incrível que nos permite planejar um futuro. A mudança foi tumultuosa, mas carregada de esperança, na certeza que um melhor amanhã estará por vir”, afirma.
Garante que foi sempre bem tratada e acolhida pelos portugueses, mas não esconde que no início sentiu algumas dificuldades “na forma sincera dos portugueses dizerem as coisas”. “Hoje já estou habituada e até prefiro”, refere.
Diana Astori Nogueira diz que ama Viseu. Aprecia a paz e conforto que encontrou na Beira Alta.
“É uma cidade pequena, porém pitoresca e perfeita para quem estuda e trabalha, pois permite ter uma vida mais barata e com qualidade. O lado negativo é que as vezes pode ter pouca variedade no lazer, transportes ou comércio”, aponta.
É em Portugal, na terra natal do pai, que quer ficar. Diz que soube sempre que tinha nascido no país errado.
“Com um pai português e uma mãe brasileira, sou nascida e criada no Brasil, mas agora estou a ter a oportunidade de desfrutar de um país que escolhi ser meu de coração”, adianta.
A pandemia causada pelo novo coronavírus só a fez ter mais certezas de que era neste quadradinho à beira mar plantado que queria ficar.
“A Covid fez-me pensar o oposto, fez-me valorizar o quanto fui privilegiada de ter passado por isso aqui e não no Brasil. Pensei em trazer minha família, mas não em deixar a terra que escolhi”, conclui.