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Person in a gray sweater makes ASL signs toward the camera, with both hands visible in the frame.
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Modern single-story house exterior at dusk with large glass sliding doors showing warmly lit living and dining areas outside landscaped yard.
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People wearing over-ear headphones at an outdoor listening event, with a large headset prop in the foreground.
Group of pageant contestants in evening gowns/swimwear with sashes standing on a brightly lit stage, audience seated in foreground.
Six young dancers pose with medals and a large trophy in front of a dance competition backdrop, Portugal flag visible behind them.
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Documentário “Imaterial” apresenta narrativas e memórias de concelhos do distrito de Viseu

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11.09.23
fotografia: Jornal do Centro
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11.09.23
Fotografia: Jornal do Centro
Aerial view of a sandy beach with large stone letters forming a message, promoting recycling; below, the slogan 'Começa por reciclar as desculpas' and a call to action with a URL.
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Um documentário do realizador Luís Brás que “dá voz” a narrativas, memórias e imagens de concelhos da região Dão Lafões, no distrito de Viseu, que correm o risco de ficar esquecidas, começa a ser apresentado no domingo.

Rãs, no concelho de Sátão, foi o primeiro local onde foi exibido “Imaterial – cinco itinerários do que fica”, seguindo-se Oliveira do Conde (Carregal do Sal), Tondela e Vila Nova de Paiva, com a presença da equipa do filme e dos seus protagonistas.

“Não é um registo arquivístico da questão da imaterialidade, é principalmente um registo que retrata muito bem as nossas vivências regionais”, afirmou Luís Brás.

O filme de 52 minutos, realizado na sequência de um desafio lançado pelo Cine Clube de Viseu, aproximará os espectadores de aspetos culturais e tradições da região, como o galramento de Molelos (Tondela), ex-votos, baldios, romarias e casas senhoriais, e interroga o que representa a imaterialidade deste património.

“As pessoas são muito apegadas a essas coisas imateriais e tratam-nas com muito carinho”, considerou Luís Brás. No entanto, lamentou, “às vezes há muita dificuldade, talvez pela desertificação do interior, em que isso chegue ao poder político e que se perceba que essa imaterialidade faz parte do futuro”.

“Se a perdermos, perde-se a nossa história, perde-se aquilo que nos fez chegar ao ponto em que estamos”, alertou o realizador. Luís Brás disse que “imaterialidade é uma palavra muito engraçada no âmbito cinematográfico, porque tudo o que se filma é material”. Exemplificou com os ex-votos, que “são bastante materiais, mas referem uma imaterialidade”.

“São as promessas que as pessoas fazem fisicamente, em quadros, e que depositam normalmente nas igrejas para agradecer uma cura ou algo que achem que tem fundamento religioso”, explicou, contando que, a este respeito, o documentário se foca na Festa de Nosso Senhor dos Caminhos, em Rãs.

O realizador frisou que “aquilo que é imaterial é a assunção daquilo que é o passado e que está prestes desaparecer”.

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