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Os criadores de ovinos da Serra da Estrela estão preocupados com o futuro do gado que dá origem ao queijo da região. Em causa está o alastrar da língua azul, uma doença provocada por mosquitos e que pode levar à morte de animais.
O presidente da Associação Nacional de Criadores de Ovinos da Serra da Estrela (ANCOSE), Manuel Marques, diz que só os concelhos de Mangualde e Celorico da Beira “ainda não têm nenhum caso identificado” de língua azul.
“É uma doença que já passou por aqui, não deixou muitas marcas e até foi considerada erradicada na nossa região, mas manteve-se no Alentejo. Agora, regressou a língua azul que é provocada por mosquitos, segundo dizem os técnicos veterinários, e que pode levar à morte dos animais”, explica.
O presidente da ANCOSE garante que esta doença “não se transmite aos humanos, nem pela via da carne nem através do leite”. Segundo o dirigente, a ANCOSE tem perto de 90 mil animais inscritos na sua organização de produtores.
Manuel Marques adianta que, para responder à doença, foram distribuídas mais de 18 mil vacinas que já começaram a ser administradas. Mesmo assim, o responsável defende a distribuição de mais vacinas para proteger o gado que dá origem ao queijo Serra da Estrela.
“Assim que estas 18 mil vacinas acabarem, certamente o Ministério da Agricultura enviará mais para serem administradas nos animais”, acredita realçando que a língua azul pode ser prevenida com a toma da vacina.
Os produtores de gado não escondem a preocupação, sendo que a doença é mais uma dor de cabeça nesta altura de que “deixa em pânico” os criadores.
Manuel Marques receia pelo futuro da raça bordaleira, que pode “vir a extinguir-se, não na sua totalidade, mas com uma diminuição muito drástica quer por causa da seca, que é muito preocupante, quer pela língua azul”.